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Tecnologia: inovação, patentes e licenciamentos geram receitas para a Unicamp

27 de fevereiro de 2012 / Edmar Roberto Prandini /

A discussão sobre a necessidade de dar impulso ao desenvolvimento da ciência e tecnologia no Brasil não é nova.

A criação do Ministério da Ciência e Tecnologia, em 1985, foi sinal da tomada de consciência dessa necessidade, que é crescente pela sociedade, nas últimas décadas. Entretanto, ainda seguem lentos os encaminhamentos para que os investimentos públicos e privados no setor tenham a mesma relevância que em outros países do mundo. ,

Já foram realizados alguns ajustes legislativos, criados incentivos financeiros e fiscais, ampliadas as bolsas de pesquisa, dentre outras medidas, mas o Brasil ainda segue atrás na concorrência pelo registro de patentes que reflitam os resultados de tais pesquisas enquanto inovação tecnológica disponibilizada para a sociedade e sua transformação em bens e serviços acessíveis por meio da circulação dos produtos no mercado.

Neste sentido, é memorável que alguns resultados comecem a ser obtidos nas universidades públicas, como é o caso da Unicamp, citada na publicação da revista Pesquisa Fapesp, que reproduzo abaixo. A matéria retrata o crescimento do número de patentes registradas e o aumento dos resultados financeiros gerados pelo pagamento de royalties em função do licenciamento das tecnologias para a produção pelas empresas. Há que se destacar, todavia, que tais resultados financeiros, como se poderá observar, são bastante pequenos, atestando quanto ainda há que se fazer nesta área.

Unicamp bate recorde de royalties

15/02/2012

Agência FAPESP – A Inova Unicamp, agência de inovação da Universidade Estadual de Campinas, divulgou os resultados relacionados à atuação da Unicamp em 2011 no âmbito da inovação.

Os números apresentados – entre eles o recorde de R$ 724 mil em royalties por licenciamentos de tecnologias desenvolvidas na universidade – colocam a Unicamp em um novo patamar de inserção no ecossistema nacional de inovação e de empreendedorismo.

De acordo com a Unicamp, a instituição, que tradicionalmente apresenta resultados muito fortes na proteção de sua propriedade intelectual – principalmente por meio de patentes –, mantém o posicionamento de destaque no setor no ano de 2011 com 66 pedidos de patentes depositadas no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), próximo ao recorde histórico da Unicamp de 2005, com 67 pedidos de patentes no ano.

O número corresponde a um aumento de 29,4% no total de pedidos em relação a 2010. De acordo com a diretora de propriedade intelectual e transferência de tecnologias da Inova Unicamp, Patricia Magalhães de Toledo, os resultados positivos em proteção e transferência de tecnologia refletem o trabalho de planejamento que incluiu diversas mudanças para facilitar a interação com os pesquisadores da Unicamp e empresas.

Entre as melhorias que influenciaram os resultados positivos está a disponibilização para os pesquisadores da Unicamp do novo Sistema de Comunicação de Invenção on-line, em abril de 2011. O sistema permite realizar toda a interação com o pesquisador em um sistema web, o que facilita o início do processo de pedido de patente na universidade.

Roberto de Alencar Lotufo, diretor executivo da Agência, considera o resultado em proteção muito importante. Por outro lado, o diretor reforça que a atuação da Unicamp no ambiente de inovação é mais ampla e que o pedido de patente é apenas o início do processo para que a tecnologia se transforme em inovação.

“O principal objetivo da proteção da pesquisa acadêmica por meio de patentes é o de aumentar as chances de que os resultados das pesquisas feitas na universidade gerem inovação, isto é, se convertam em produtos e serviços para o bem da sociedade”, disse.

Neste sentido ele destaca dois indicadores como diferenciais: o de número de contratos de licenciamentos de tecnologia firmados com empresas e o de royalties recebidos em função desses licenciamentos. O primeiro passou de sete, em 2010, para 10 em 2011, e o segundo cresceu de R$ 191 mil para R$ 724 mil no mesmo período.

Mais informações: www.unicamp.br/unicamp/divulgacao/2012/02/15/transferencia-de-tecnologias-leva-unicamp-a-numero-recorde-de-royalties.

Fonte: http://agencia.fapesp.br/15187