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Acreditar na “fumaça” é uma manifestação do abandono da inteligência e uma adesão à cegueira, que leva a trajetórias inseguras e, com frequência, ao erro.
Em segundo lugar, é a ética que determina que não se acredite em “fumaça” quando a consequência é a incriminação alheia. É a ética que impõe a obrigação de zelar pelo direito do outro à sua dignidade e, em consequência, que quaisquer suspeições que hajam contra a pessoa sejam devidamente apuradas, para só ao final deste processo, se imputar ou não como legítima alguma acusação.
Aceitar que a “fumaça” seja suficiente para chamuscar a integridade e a idoneidade de outra pessoa é reduzir o convívio humano à brutalidade, em que a força acabará se impondo como mediação das relações sociais.
Em terceiro lugar, é a consciência política que impõe a necessidade de não se confiar na “fumaça”. Pessoas que desenvolveram a consciência política sabem que há segmentos que utilizam-se na luta política do expediente da desqualificação dos adversários, como arma para reduzir-lhe a influência e a legitimidade. Trata-se de uma tática vil, utilizada por setores que não prezam nem para a inteligência da sociedade nem para a ética e o respeito aos direitos humanos, mas, infelizmente, continua presente em nosso meio.
Prevenir-se de deixar-se convencer pela “fumaça” é sinal de uma consciência política qualificada, capaz de participar dos esforços pela elevação do patamar do convívio social e, inclusive, das disputas políticas, que tenderão ao aprofundamento do debate e ao aprimoramento ideológico.
Te convido ao pensamento crítico, ético, comprometido com o equilíbrio e a razoabilidade. Nâo se deixe incomodar pela “fumaça”.
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Este texto, o escrevi como resposta a um debate ocorrido no Blog do jornalista Luis Nassif: http://www.advivo.com.br/node/312777.
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