Posts Tagged ‘Prefeitura de São Paulo’
“Vai funcionar como nos países desenvolvidos, onde paga-se uma tarifa mensal e pode-se usar, a qualquer momento do dia e a qualquer dia da semana, o sistema de transporte”, afirmou Haddad, que fez uma caminhada pelo centro da cidade, onde ouviu reclamações de moradores da zona leste sobre a demora – de três horas – para chegar ao trabalho.
A proposta é inspirada em cidades europeias, como Londres e Paris, onde o usuário do transporte público pode comprar tickets semanais ou mensais. “Isso dará uma grande liberdade para o trabalhador e o estudante, que vão pagar uma tarifa só, mensal, e poderão usar todos os dias a qualquer hora”, afirmou Haddad. Nessas cidades, entretanto, há também desconto quanto maior o período de validade do bilhete – pela proposta do petista, o passe mensal será equivalente ao valor de duas tarifas diárias.
Atualmente, o Bilhete Único permite o uso de quatro ônibus em um período de três horas com a mesma tarifa, de R$ 3,00, ou realizar a transferência para metrô e trem por um valor menor, de R$ 1,65. Segundo o candidato, o aumento do período de isenção exigirá subsídio de R$ 400 milhões por ano para as empresas de ônibus, que ele pretende pagar com recursos do orçamento.
A prefeitura já repassa, a título de “compensações tarifárias”, milhões de reais ao ano para as empresas de ônibus com o objetivo de custear o sistema. Em 2011, quando houve reajuste de R$ 0,30 na tarifa, o repasse foi de R$ 520 milhões. Neste ano, com eleição e sem reajuste, a previsão de subsídio saltou para R$ 960 milhões – dos quais 60,4% já foram gastos até ontem. Se somados, os subsídios atingirão R$ 1,36 bilhão – ou 3,5% do orçamento deste ano.
A assessoria da SPTrans, que administra a rede de ônibus da capital, diz em nota que o subsídio “se refere, principalmente, à cobertura das gratuidades”, que beneficiam mais de 1,7 milhão de pessoas ao custo de R$ 821 milhões neste ano. De acordo com a empresa, há 660 mil cartões de idosos, 237 mil para pessoas com deficiência e 900 mil para estudantes, que têm desconto de 50% na tarifa.
Com a proposta, Haddad tenta resgatar e expandir uma das principais marcas da gestão da ex-prefeita Marta Suplicy, que governou a cidade de 2001 a 2004. Preterida na escolha como candidata à prefeitura, Marta indica que não fará campanha para seu correligionário e evita comentar o assunto eleições.
O prefeito Gilberto Kassab (PSD), que apoia José Serra (PSDB) na eleição, também teve influência no Bilhete Único. Foi a atual gestão que aumentou o período de integração de duas para três horas e que fez a associação do ônibus com o metrô e trem – que petistas acusaram o governador Geraldo Alckmin (PSDB) de boicotar na gestão Marta.
Autor(es): Raphael Di Cunto | De São Paulo
Valor Econômico – 08/08/2012
Fonte: https://conteudoclippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/8/8/haddad-propoe-bilhete-unico-mensal-e-mais-subsidio
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Até aqui, o que está se configurando é que se oponha à gestão Kassab com seus padrinhos Serra e Alckmin uma chapa oposicionista liderada pela aliança entre o PT e o PSB, com a candidatura de Fernando Haddad apoiado pelo nome de Luiza Erundina como candidata a vice-prefeita.
Haddad – Erundina é uma chapa extraordinária!
Um sonho para qualquer militante empunhar a bandeira com alegria e destemor: brilhantismo, inteligência, integridade, inovação, tradição, vitalidade e, sobretudo, compromisso com a inclusão social e a igualdade.
Quem não se empolgar com essa chapa é porque não possui nenhuma ideologia e nem compreensão política.
Os dois nomes possuem currículo político em que a ideologia transformadora não se deixou subverter pela vivência da gestão administrativa da máquina pública, no Ministério da Educação no caso de Haddad, e na Prefeitura da própria São Paulo, no caso de Erundina, quando de sua passagem por lá, entre 1989 e 1992.
Com a importância dos cargos que lograram alcançar, tanto Haddad quanto Erundina promoveram transformações significativas que resultaram na melhoria da qualidade de vida de milhões de pessoas e na mudança definitiva dos padrões da sociedade brasileira e de nossa democracia.
A gestão de Erundina na Prefeitura de São Paulo foi marcada pela proximidade com os movimentos sociais, pelos esforços extraordinários de impor à administração pública da maior cidade da América Latina uma agenda política com foco na periferia da cidade e nos problemas sociais dos mais pobres da cidade. O tema do transporte público, do IPTU progressivo, dentre outros, mesmo já passados 20 anos do fim de seu mandato como prefeita ainda suscitam memória e convicção de que algo de radicalmente diferente se estava fazendo naquela cidade.
Já Haddad é o nome do militante que deu impulso, enquanto ministro da educação do presidente Lula, às decisivas políticas de transformação do perfil da educação brasileira, gerando a inclusão de milhões de novos estudantes das camadas pobres às oportunidades que a educação superior pode propiciar. Seus méritos estão expressos nos resultados do ProUni, na criação das novas universidades federais, na expansão das vagas na universidade pública, nos novos campi implantados pelo país, na extraordinária rede de educação tecnológica que em poucos anos foi instalada, etc.
Os dois, Haddad e Erundina, condensam, ao mesmo tempo, experiência administrativa e posicionamento ideológico transformador; sonho e utopia, temperados com experiência e resultados práticos.
Uma chapa de candidatos capitaneados por esse perfil é um verdadeiro deleite para quem entende a política como extensão de seu compromisso ético e de seu amor: é para fazer política com prazer e convicção!
Parabéns PT! Parabéns PSB! Viva Fernando Haddad! Viva Luíza Erundina!
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O PSD, partido criado por iniciativa do atual prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, é a principal novidade na configuração do cenário político e terá nas eleições de 2012 seu batismo eleitoral. Há poucos dias, o PSD conseguiu a aprovação de seu registro partidário junto ao TSE – Tribunal Superior Eleitoral, habilitando-se legalmente a ser incluído na disputa que se avizinha.
O que merece consideração é que já no processo de registro partidário, o PSD envolveu-se em vários estados do país com problemas relativos a fraudes documentais no que diz respeito a assinaturas de fichas de filiação por grupos de eleitores. Houve muitos casos em que a assinatura da ficha de filiação se deu com o uso de subterfúgios para enganar os eleitores, tais como capturar a assinatura e a informação dos documentos dos eleitores em troca da concessão de cestas de alimentos, como se apresentaram casos que chegaram a ser expostos na TV, em jornais e horários de grande audiência.
Este fato, por si só, já denota a qualidade do novo partido que acaba de nascer: é mais uma agremiação que procura manter intactos os vícios da cultura política brasileira, porque só é capaz de sobreviver enquanto essa cultura arcaica puder se reproduzir.
A segunda observação a respeito do PSD refere-se ao fato de que já no seu nascimento o partido conseguiu filiar um número tão grande de parlamentares que o colocam, na Câmara dos Deputados, em terceiro lugar, à frente do PSDB, no quesito tamanho das bancadas, perdendo apenas para o PMDB e o PT. O mesmo fenômeno da migração partidária se deu com deputados estaduais, prefeitos e vereadores, de tal modo que em número de prefeitos o partido supera em cerca de 50% o total de prefeitos do PT, por exemplo. Ocorre que esse crescimento espantoso demonstra não o vigor de uma proposta, porque o PSD não tem nenhuma, mas o tamanho do oportunismo da classe política brasileira, principalmente aquela de perfil conservador: cientes do esvaziamento eleitoral do DEM e do PSDB, trata-se de buscar outra sigla, para deixar o barco afundar sem estar por perto.
Assim, quando citei a pouco o PSD como novidade no cenário político eleitoral do país, não me referia ao mérito ou à qualidade, mas apenas ao fato de que mais uma legenda se incorpora ao quadro político brasileiro, para ajudar a por a pá de cal na sigla DEM, sem que entretanto, os demistas saiam de cena, porque migraram às centenas para o PSD. Em suma, mais uma estratagema para evitar que o eleitorado consiga fortalecer a identidade ideológica com os partidos ou que consiga superar o voto personalístico.
Mas, o senso de oportunidade não é propriedade exclusiva dos políticos já consagrados. Outra pessoa que resolveu aderir ao PSD no final do prazo limite é o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Os órgãos de imprensa ao noticiarem sua adesão ao PSD já cogitaram sobre a possibilidade de que seja seu interesse candidatar-se à Prefeitura de São Paulo. Pessoalmente, não acho que seja essa sua intenção: acho que Meirelles pretende um vôo mais alto, em direção à Presidência da República. Ele deve saber, imagino eu, que, na disputa local, não teria a mesma importância para os banqueiros que se articulando para a disputa presidencial.
Vamos aguardar as novidades para compreender melhor o que está por vir com a disputa das eleições municipais de 2012.
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