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O Dia dos Namorados chegou.

Tem muita comemoração no ar, muita gente expressando o amor, jovens, casais, homens e mulheres, todos procurando maneiras de transmitir aos seus amados e amadas palavras de afeto e carinho, provas de amor, mensagens que acalentem o coração.

O relacionamento entre as pessoas, no campo afetivo, é um lindo desafio que se renova a cada dia. Um desafio que envolve a emoção, as sensações de prazer, as reações do corpo, a entrega deliciosa das promessas e esperanças de como será vivermos o futuro. Um desafio que assanha nossa alegria e faz imaginar que os dias serão sempre assim: sorridentes, cheios de flores, perfumes e festas.

Mas, o desafio é maior.

Nem todos os dias conseguimos sorrir. Nem todos os dias conseguimos compreender. Há dias em que sentimos que estamos nos arriscando. E, em muitos destes dias, há pessoas que sentem vontade de recuar, proteger-se, não arriscar-se mais. Podem ser muitos os motivos: alguma situação que enredou sua vida; alguma informação que você recebeu; uma insegurança de causas muito diversas.

No fundo, o amor está sempre exposto a muitos riscos. Quem duvida disso?

Mas, como ele pode vencer? Como pode perdurar? Como pode superar as tristezas, alguma desilusão, o medo?

Sobretudo, nestes momentos, o que salva o amor, supera os medos, ultrapassa as inseguranças, é o uso da razão, que enriquece o sentido das emoções de que tanto gostamos, mas dá a elas orientação, rumo e itinerário.

Não há amor sem emoção. Mas não persiste o amor que apenas de deixa orientar pela emoção, sem o fermento da razão.

A razão que nos ajuda a dialogar, a ponderar, que é capaz de permitir que façamos uma sincera avaliação não dos erros do outro, mas dos nossos, das certezas nem sempre corretas que a emoção nos leva a construir. É a razão que nos faz olhar para o todo, descobrir o caminhos que construímos juntos, as qualidades e os limites do outro (não quero usar a palavra defeitos aqui, porque não somos peças fabricadas conforme algum molde pré-estabelecido). É a razão que nos ajuda a dar importância para o que é importante e compreender que algo tem menor significado na hierarquia das prioridades.

E, sobretudo, é a razão que nos permite tomar a mais importante atitude: decidir.

Decidir dialogar, decidir construir, decidir perseverar, decidir caminhar junto com o outro. Decidir que o caminho se faz deixando o outro participar conosco de cada decisão. É verdade que há momentos em que temos a vontade de dizer: a vida é minha, só eu decido por ela. Mas se é verdade a vontade que temos, não é verdade que a vida seja só nossa. O que decidirmos vai afetar ao outro. E por isso, a razão nos ajuda a ver que precisamos decidir juntos. Porque o caminho, trilhamos juntos.

A razão nos dá a chance de conter a precipitação que a mágoa queria nos induzir a cometer. A razão nos dá a chance de investir no essencial: caminhar juntos, superar os obstáculos, construir o futuro e viver, a cada dia, a felicidade.

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