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Sisu: nota mínima de cotista e não cotista é parecida nos institutos federais

Levantamento exclusivo do iG mostra que, dos 553 cursos em que as notas de aprovados pelas cotas são mais próximas às da concorrência geral, 66% são de institutos federais

Priscilla Borges – iG Brasília | 13/02/2013 06:00:07

As diferenças de desempenho entre os aprovados pelas cotas ou pela concorrência geral do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) são menores nos cursos de institutos federais. Entre os 553 cursos com menores diferenças entre as notas de corte – pontuação do último aprovado em cada modalidade de seleção – de cotistas e não cotistas, 66% são dessas instituições.

Dados do Ministério da Educação (MEC) levantados exclusivamente para o iG mostram que diferença de desempenho dos estudantes selecionados em primeira chamada só é insignificante, ou seja, de menos de 10 pontos a mais tanto para cotistas em 11,54% dos casos: em 553 opções de cursos eme um total de total 4.793 analisado pelo iG .

Os dados se referem apenas às notas dos cursos que já oferecem 50% de suas vagas no processo seletivo em todos os modelos possíveis de cotas, o que totaliza 1.229 cursos. Como as universidades ofereceram até oito modelos de cotas aos estudantes da rede pública no Sisu, a análise considerou 4.793 notas de corte geradas a partir das possibilidades de concorrência.

São elas: candidatos pretos, pardos ou indígenas com renda familiar inferior a 1,5 salário mínimo per capita (algumas instituições dividiram essa categoria em duas, separando os indígenas); candidatos pretos, pardos ou indígenas independentemente da renda (essa categoria também foi transformada em duas por algumas instituições, separando os indígenas); candidatos com renda familiar inferior a 1,5 salário mínimo per capita e candidatos com renda superior a essa.

As notas entre os selecionados nos diferentes tipos de cotas e na concorrência geral dos cursos oferecidos nos institutos federais que participam do Sisu são muito semelhantes em 364 casos. Desses, 251 variaram, no máximo, cinco pontos.

A nota no Sisu é calculada a partir do desempenho do estudante no Enem, cuja escala varia de 0 a 1000. Na última edição, as notas mínimas e máximas tiradas pelos estudantes em cada prova (não há média geral) variaram entre 277,2 pontos em matemática e 955,2 na mesma prova. Alguns alunos alcançaram nota 1.000 na redação.

Quase iguais

Em 41 tipos de seleção oferecidos pelo Sisu, as notas atingidas pelos últimos aprovados em cada modelo de concorrência foram praticamente as mesmas (diferem, no máximo, em um ponto a favor dos cotistas ou dos não cotistas). A maior parte dos casos de desempenho semelhante ocorre entre não cotistas e os cotistas egressos de escola pública que não fazem parte dos recortes raciais (para candidatos pretos, pardos ou indígenas) e de renda.

Na sequência, as coincidências acontecem mais entre os grupos de cotistas que possuem renda familiar de até 1,5 salário mínimo, mas não se utilizaram dos recortes raciais. São nove casos nesse recorte. Entre esses 41 cursos com maiores semelhanças de desempenho entre cotistas e não cotistas, 30 são da área de exatas ou de saúde e 27 de institutos federais.

Os candidatos selecionados com as menores diferenças de pontuação – menos de 0,1 ponto – entre os grupos de cotistas e os não cotistas eram dos cursos: Engenharia Cartográfica e de Agrimensura (integral) da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRAM, câmpus principal); Ciências Contábeis da Universidade Federal de Mato Grosso (câmpus de Rondonópolis); Processos Químicos da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (câmpus de Apucarana) e Matemática do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (câmpus Valença).

Em todos, os cotistas eram do grupo que concorreu às vagas reservadas aos egressos da rede pública independentemente da raça ou da renda. O último aprovado nas 12 vagas oferecidas para a ampla concorrência de Engenharia Cartográfica e Agrimensura tirou 686,4 pontos e o que ocupou a única vaga para essa cota, 686,38. No bacharelado em Ciências Contábeis da UFMT a diferença foi de 0,08 ponto. A nota mínima na ampla concorrência, que ofereceu 22 vagas, foi de 609,48 pontos e, entre os cotistas, a pontuação obtida foi de 609,4 pontos.

Nos cursos de Processos Químicos, graduação tecnológica oferecida à noite pela UTFP em Apucarana, e no de Matemática, licenciatura oferecida à noite no câmpus de Valença do IFET da Bahia, as notas dos cotistas foram um pouquinho melhores. No primeiro caso, o último selecionado pela ampla concorrência entrou com 617,86 e o último cotista aprovado nas sete vagas reservadas para egressos da rede pública (independentemente da renda ou raça) ficou com 617,9 pontos. No outro curso, o não cotista tirou 610,08 e o cotista, 610,14.

Desempenhos discrepantes

Dentro dos vários grupos de cota racial do Sisu, os modelos exclusivos para indígenas, independentemente da renda, são os que mais têm discrepâncias de notas mínimas dos aprovados entre cotistas e não cotistas. A raça é o fator que mais interfere nas diferenças de desempenho dos estudantes .

O curso com diferença mais gritante é o de História da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) oferecido no câmpus do Bacanga. O último não cotista aprovado no bacharelado oferecido no turno vespertino tirou 662,18 pontos. O cotista aprovado na seleção específica para indígenas que cursaram o ensino médio na rede pública, independentemente da renda, tirou 389,74. Uma diferença de 272,44 pontos.

No mesmo câmpus da UFMA, outro caso de extrema diferença chama a atenção. No curso de Engenharia Química (integral), 164,20 pontos separam o último selecionado pela ampla concorrência do estudante aprovado nas cotas para indígenas (sem critério de renda).

Os outros cursos com maiores diferenças entre cotistas (em algum dos modelos) e não cotistas foram: Educação Física (noturno) do IFET do Paraná (157,44 pontos), Química Industrial da UFMA (156,86 pontos) e Ciências Biológicas do IFET do Paraná (155,66 pontos).

Em alguns cursos, as diferenças foram grandes também, mas a favor dos cotistas. É o caso do curso de licenciatura em Física do IFET Tocantins, em que o último aprovado pelas cotas para egressos da rede pública, independentemente da renda ou raça, alcançou 705,63 pontos e o último selecionado pela ampla concorrência, 633,68. Uma diferença de 71,95 pontos.

Na sequência, os cotistas se saíram melhor nas seleções dos cursos de Agronegócio do IFET Tocantins (69,55 pontos), Matemática da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (55,82 pontos), Letras-Inglês do IFET Paraná (53,96 pontos) e Agronomia da UFRAM (50,56 pontos).

Já se arrasta há um bom tempo, a greve dos professores das universidades federais. Agora, ela se amplia, porque os professores de diversos institutos federais de educação também estão se envolvendo no movimento.

Os professores das universidades federais cresceram fortemente em número, na última década, dada a forte política de expansão do ensino superior público, promovido pelo governo Lula, sob a coordenação, especialmente, do ex-ministro Fernando Haddad, atual candidato a prefeito da cidade de São Paulo. Houve, inclusive, um esforço de recomposição salarial, mas que efetivamente não deram para a atividade docente o reconhecimento que ela efetivamente exige.

O governo federal, através do Ministério da Educação, precisa reabrir o canal de interlocução com o movimentos dos professores das universidades federais. A greve não pode prolongar-se mais, não apenas em função do prejuízo que produz sobre os estudantes de graduação e de pós-graduação, ou de suas pesquisas, mas porque tende a produzir uma leitura prejudicial ao governo da presidenta Dilma Roussef, com impactos duradouros na trajetória política do país.

Segue artigo da professora de pós-graduação em Política Social da UFMT, Dra. Marluce Souza.

Greve: lugar do conflito e da negociação
Para nós, a greve é, antes de tudo, um instrumento legítimo de defesa de direitos dos trabalhadores/as, e como tal deve ser fortalecida e não descartada, especialmente quando nos confrontamos com governos que não dialogam…

MARLUCE SOUZA

Dificilmente, em qualquer situação, seja no efetivo exercício da atividade docente ou na paralisação, permanecemos indiferentes aos fatos que ocorrem em nosso derredor.

No momento da greve essa percepção deveria estar mais aguçada, visto que é tempo propício para refletir as relações sociais estabelecidas no cotidiano do trabalho. O que não ocorre.

Contudo, estamos preocupados com a valorização da docência, pois somos profissionais da educação e possuidores das competências necessárias para ensinar, o que parece não ser suficiente. Devemos entender e dar a entender aos outros, inclusive aos nossos gestores, que educadores/as precisam acreditar no belo, na utopia e na possibilidade de que a humanidade não permanecerá eternamente bestializada. Mas está difícil.

O tempo tem sido nosso maior inimigo. Vivemos com pressa, com peso e com o PIA nos ombros. Ninguém se enxerga, tampouco percebe que o outro/a, antes parceiro, vai se transformando em opositor de um pensamento construído coletivamente, comprovando a fragilidade das nossas relações. Estrategicamente os interesses políticos transformam os conflitos institucionais em confrontos pessoais, reafirmando a pesquisa realizada pela Profa. Dra. Margarida Barreto, da PUC de São Paulo que indica sérias dificuldades no dia a dia de nosso trabalho, e que “apesar do discurso forte de colaboração existente entre os docentes, predomina a Lei de Muricy (cada um por si)”.

Ainda assim, não negamos o conflito como mola propulsora das nossas realizações. É bom que exista, visto ser intrínseco à lógica da democracia. Anormal é o fenômeno que transforma tais conflitos em elementos desagregadores do projeto de uma universidade pública e de qualidade. Universidade que não mais conquista espaço político e autonomia, ao contrário, perde o pouco antes conquistado. Estamos reféns de órgãos que deveriam fortalecer o projeto de educação, mas que, incompreensivelmente, burocratizam as atividades e deliberam sobre questões que retiram a criatividade docente, delimitam as competências e impedem o pensamento critico.
O projeto governamental de universidade desconsidera que ensinar exige diálogo, paciência, tempo e reflexão.

Estudar, pensar e conhecer? De forma nenhuma. O governo brasileiro precisa de dados estatísticos emergenciais, e a nós cabe apresentar resultados através de um “lattes” de extensão métrica, ainda que ninguém conheça o resultado da nossa “valiosa” pesquisa. Importa que haja no currículo uma quantificação de atividades que possa ser pontuada nos diferentes e divergentes instrumentos de avaliação: Formulário Coletas, Avaliação MEC, Formulário para Progressão Funcional, Relatório de Estágio Probatório, etc.

Esta é a lógica do produtivismo, favorecedor da replicação de artigos, de produção coletiva questionável, e de possíveis e arriscados plágios. Jogo perigoso. É esse o profissional que desejamos ser? Devemos jogar com estas cartas ou demonstrar nossa convicção de que a “atividade docente exige liberdade e moralidade, e que não podemos produzir conhecimento na perspectiva do mercado”. Mesmo porque o mercado tem interesses pontuais apenas sobre algumas de nossas áreas de conhecimento. Estaria ele desejoso por financiar uma pesquisa que possa denunciá-lo como destruidor da fauna, da flora e da vida na terra? Ou que demonstre o nível de corrupção existente entre os políticos e empregadores na gestão dos recursos da Previdência Social? Certamente que não.

Os recursos para financiamento das nossas pesquisas devem ser públicos, pois desejamos investigar e conhecer em prol do bem comum. Não podemos ser coniventes, tampouco aliar-nos aos propósitos duvidosos do poderio econômico, alegando, em nossa defesa, a necessidade de complementar salário docente, que é o sexagésimo pior dentre os servidores públicos do executivo (anexo). Tenhamos em mente nosso projeto de sociedade e lutemos contra a tentação de realizar pesquisas encomendadas, com resultados certos e objetivos incertos.

Precisamos de liberdade e valorização. Não podemos esquecer que amanhã ingressaremos na lista de aposentados do Sistema Previdenciário, e que estaremos na condição de “seres sociais inúteis”, quase “vagabundos” conforme afirmou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Nossa identidade será: beneficiários de proventos reduzidos e de necessidades aumentadas.

A “universidade da pressa” exige, agora, uma agilidade que consome nossa saúde. Fato é que estamos ansiosos, cansados, irritados, depressivos e entristecidos. E, ainda assim, ignorando o chamamento de nosso corpo e da nossa mente. O trabalho tornou-se ópio, pois ainda que estejamos adoecidos, não sentimos. Acordamos com dores, mal estares e indisposições, mas erguemos a cabeça, enxugamos as lágrimas e retomamos o nosso cotidiano laboral, pouco importando que tal reação resulte na degradação da aprendizagem, na desvalorização da instituição, e na destruição de nossa vida social útil.

Barreto, citada acima, revela que “está havendo uma deterioração da saúde mental dos professores em consequência das condições de trabalho. Na China há suicídios em consequência da jornada de 16 a 18 horas por dia”.

Eis, portanto, apenas alguns dos muitos fatores que nos levaram à greve, mesmo reconhecendo sua dureza e a força protelatória que exerce sobre os projetos de nossos alunos e familiares.

Para nós, a greve é, antes de tudo, um instrumento legítimo de defesa de direitos dos trabalhadores/as, e como tal deve ser fortalecida e não descartada, especialmente quando nos confrontamos com governos que não dialogam.

Devemos evitar que se repita o que aconteceu na Unifesp, onde “um professor se matou dentro da universidade e deixou uma carta denúncia em seu site: publicar ou perecer. Ele argumenta que, em 50 anos, tudo o que havia escrito estava apagado, indo para o lixo da história”. Lamentável.

Como demanda local precisamos refutar o PIA Eletrônico, a Resolução 158, e as distribuições de encargos que nos submetem à condição de máquinas. Plano individual de atividade que decreta o registro de apenas cinco dos nossos doze orientandos, que não garante horas necessárias à realização da pesquisa e da produção científica, e que marginaliza a extensão universitária, deve ser rechaçado antes que os conflitos inerentes ao trabalho se transformem em confronto e em destruição do nosso prazer de educar.

Importa, portanto, entender a greve como lugar do conflito e da negociação, enfatizando ainda sua função pedagógica.

(*) MARLUCE SOUZA E SILVA é Doutora em Política Social pela UNB e professora da UFMT.

Fonte: http://www.hipernoticias.com.br/TNX/conteudo.php?sid=174&cid=14865

DIÁLOGO DOS REITORES COM A NAÇÃO BRASILEIRA

Inicialmente gostaríamos de comemorar com toda a sociedade brasileira esse momento importante do exercício da cidadania que, por meio de eleições democráticas, plena liberdade de imprensa e de expressão o povo brasileiro pode escolher o seu destino, e esperamos nós, o caminho do desenvolvimento e da inclusão das parcelas mais necessitadas por meio da educação, da geração de emprego e renda com mais saúde e paz para todos.
É importante registrarmos o papel relevante que todos os partidos e candidatos que participaram deste pleito tiveram na consolidação da democracia. Igualmente importante é registrar que por opção dos eleitores temos agora no segundo turno dois candidatos absolutamente responsáveis, qualificados e com biografias de igual densidade que os fazem merecer o respeito de todos nós.
Sabemos, portanto, que não está em disputa a preferência por nomes, qualidades ou opiniões pessoais, mas sim projetos de desenvolvimento para o Brasil.
Às vésperas de mais uma eleição para a Presidência da República, num momento crucial para o país, os dirigentes das Universidades Federais abaixo assinados, vêm a público manifestar sua opinião quanto ao futuro da educação brasileira, mas também pelo conjunto de políticas públicas, e por conseqüência com o modelo de sociedade e de desenvolvimento do país. Posicionamo-nos para que não se interrompa a trajetória recente de investimentos na expansão e qualificação das Universidades federais, patrimônio nacional.
Este é um ato de cidadania. Em respeito ao direito dos brasileiros de todas as regiões do país, não podemos admitir qualquer possibilidade de retrocesso nos avanços dos últimos anos. Não aceitaremos o retorno de situações como a que predominou no passado recente, quando, na contramão da história, os orçamentos das instituições federais de ensino superior despencaram em 25%, relativamente aos seus valores históricos, com o sucateamento correspondente do parque universitário federal.
As políticas públicas do atual Governo com firmeza e decisão tomaram a Universidade federal como opção de referência em qualidade e de integração nacional. Os avanços são inegáveis: recuperação orçamentária; expansões com a criação de quatorze novas Universidades e mais de cem campi em todas as regiões do país, fora das capitais; criação da Universidade Aberta do Brasil, que em breve proporcionará seiscentas mil novas vagas no sistema público federal; liberação de recursos para novos investimentos, como laboratórios, bibliotecas e salas de aula; aumento real dos orçamentos para ciência, tecnologia e inovação. Nesse âmbito, um exemplo de grande expressão é o Programa de Apoio aos Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), com investimentos na ordem de oito bilhões de reais.
Até 2012 serão 93.319 novas vagas e 1.285 novos cursos de graduação. Destes, 696 são noturnos, 331 de licenciaturas, 640 de mestrados e 428 de doutorados. O total de matrículas gratuitas e de qualidade alcançará 1,1 milhão de alunos. Neste momento também não podemos deixar de mencionar que a reestruturação e a ampliação do financiamento dos hospitais universitários em muito colaborou para a melhoria da saúde pública, especialmente, para aqueles usuários mais necessitados.
Temos a opinião de que é preciso respeitar e apoiar a parcela de instituições privadas que tratam a educação como um bem público e buscam a qualidade, bem como fortalecer as parcerias da união com as instituições estaduais e municipais e as de orientação confessionais.
Neste contexto é que a sociedade brasileira, especialmente os formadores de opinião e as agremiações partidárias, deve compreender que, em um país continental, políticas e serviços públicos de qualidade a que todo cidadão tem direito, e a que o Estado se obriga, implicam em recursos financeiros e humanos bem geridos, mas também substanciais e perenes, por isso os recursos investidos em educação, em todos os níveis, devem alcançar 7% do PIB. Esta revolução progressiva na educação brasileira deve ser acelerada.
Aqueles que defendem a tese de que os investimentos deveriam ser destinados à educação básica em detrimento da educação superior, equivocam-se e iludem a sociedade brasileira. O exemplo de países que lideraram a revolução científico-tecnológica e, mais recentemente, Japão, China, Índia e Coréia, demonstra que não há desenvolvimento econômico e social nem afirmação de soberania nacional, sem Universidades fortes e competentes. A educação é um sistema integrado e, portanto, precisa de investimentos simultâneos, crescentes e articulados em todos os níveis, da creche à pós-graduação.
Decisões políticas que resultaram em legislações estruturantes para uma nova educação em todos os níveis devem ser destacadas e corroboram para a opção que fazemos neste momento. A criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb); a aprovação da PEC 59 que retorna à sua finalidade, a educação, bilhões de reais e tornou progressivamente obrigatório o ensino médio; a criação do piso salarial do professor; o fundo do pré-sal para o financiamento da educação, da ciência e tecnologia, da cultura, da saúde e do meio ambiente são alguns exemplos.
A política externa do país incentivou e viabilizou o intercâmbio de nossas universidades com as suas congêneres de inúmeros países, sempre baseado no mérito acadêmico e no respeito cultural, afastando preconceitos e dogmas de qualquer natureza e assim colaborando pelo convívio pacífico entre os povos e as nações.
Qualquer projeto sério de nação, conseqüente e sustentável, implica em políticas arrojadas e revolucionárias para a educação, com a universidade assumindo um papel de liderança na requalificação dos outros níveis de educação e de instrumento de coesão das ações para o equilíbrio entre as diversas regiões do país e de superação de desigualdades sociais entre os brasileiros e a inserção soberana no concerto das nações. Neste momento, a sociedade elege, mais uma vez, democraticamente, o seu projeto de nação. Certamente há de escolher aquele programa que demonstra, efetivamente, compromisso com a educação pública, na sua plenitude, como prioridade nacional.
Muito há para fazer, mas cabe a nós, reitores e ex-reitores das universidades federais, testemunharmos aos brasileiros e brasileiras a ocorrência de avanços significativos e históricos na área de educação especialmente no nível superior nos últimos oito anos, com reflexos diretos em outras áreas como saúde, ciência e tecnologia, agricultura, emprego e renda, reafirmando a necessidade de sua ampliação e consolidação. Dessa maneira, cumprimos nosso dever de cidadãos e gestores públicos responsáveis, apartidários e abertos ao diálogo, construindo e defendendo a universidade pública de qualidade, patrimônio da cultura e da sociedade brasileira e centro irradiador do desenvolvimento nacional.
Pela experiência do presente e do passado, mas, sobretudo olhando para o futuro e comparando os projetos, manifestamos ao provo brasileiro que o país precisa seguir mudando, por isso optamos por Dilma presidente.

Reitor Alan Kardeck Martins Barbiero (UFT)
Reitor Aloísio Teixeira (UFRJ)
Reitor Amaro Henrique Pessoa Lins (UFPE)
Reitora Ana Dayse Rezende Dórea (UFAL)
Reitora Célia Maria da Silva Oliveira (UFMS)
Reitor Damião Duque de Farias (UFGD)
Vice-reitor Darizon Alves de Andrade (UFU)
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Reitor Edward Madureira Brasil (UFG)
Diretor-geral Flávio Antônio dos Santos (CEFET-MG)
Reitor Hélgio Henrique Casses Trindade (UNILA)
Reitor Henrique Duque de Miranda Chaves Filho(UFJF)
Reitor Jesualdo Pereira Farias (UFC)
Reitor João Carlos Brahm Cousin (FURG)
Reitor João Luiz Martins (UFOP)
Reitor José Carlos Tavares Carvalho (UNIFAP)
Reitor José Ivonildo do Rêgo (UFRN)
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Reitor José Weber Freire Macedo (UNIVASF)
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Reitor Luiz Cláudio Costa (UFV)
Reitora Malvina Tânia Tuttman (UNIRIO)
Reitora Maria Beatriz Luce (UNIPAMPA)
Reitora Maria Lúcia Cavalli Neder (UFMT)
Diretor-geral Miguel Badenes Prades Filho (CEFET-RJ)
Reitor Natalino Salgado Filho (UFMA)
Reitora Olinda Batista Assmar (UFAC)
Reitor Paulo Gabriel Soledade Nacif (UFRB)
Reitor Paulo Speller (UNILAB)
Reitor Pedro Angelo Almeida Abreu (UFVJM)
Reitor Ricardo Motta Miranda (UFRRJ)
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Reitor Valmar Corrêa de Andrade (UFRPE)
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Ex-reitor Arquimedes Diógenes Ciloni (UFU)
Ex-reitor Hidembergue Ordozgoith da Frota (UFAM)
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