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Está pronto para ser votado projeto que pune dirigentes esportivos que cometam atos ilícitos nos clubes e nas federações

17/11/2012 – 16h07

Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Pronto para ser votado pelo plenário da Câmara, o Projeto de Lei 2.832 de 2011 pretende modificar a Lei 9.615, de 1998, conhecida como Lei Pelé, para possibilitar que dirigentes de clubes, federações e confederações que cometerem atos fraudulentos sejam responsabilizados criminalmente. Pelo texto, os dirigentes que se aplicarem créditos ou bens sociais da entidade em proveito próprio ou de terceiros poderão ser penalizados de um a quatro anos de prisão e pagamento de multa.

Atualmente, a Lei Pelé prevê apenas a responsabilização civil e não criminal dos dirigentes que são flagrados em atos fraudulentos. A intenção do projeto é enquadrar os dirigentes que cometam fraudes na administração esportiva no crime de apropriação indébita, previsto no Código Penal.

De acordo com o autor da proposta, deputado Alceu Moreira (PMDB-RS), a atual legislação desportiva é insuficiente para coibir ações prejudiciais a clubes de futebol e demais entidades esportivas.

“É sabido que os clubes, particularmente os voltados à prática do futebol, mobilizam a paixão de grande parte do povo brasileiro, sendo o seu dia a dia acompanhado com atenção pelos cidadãos. Os casos de notório enriquecimento ilícito de dirigentes, que nunca são punidos, desmoralizam, pelo mau exemplo, tentativas de construção de um país que respeite padrões mínimos de honestidade”, disse Moreira na justificativa do projeto.

Relator do projeto na Comissão de Turismo e Desporto, o ex-jogador e deputado Romário (PSB-RJ), ressaltou que a gestão amadora e “muitas vezes questionável” dos clubes brasileiros tem prejudicado o esporte no pais.

“De longe, o futebol é a modalidade desportiva mais praticada no país e um dos assuntos mais discutidos diariamente pelos brasileiros. Infelizmente, a gestão amadora, temerária e muitas vezes eticamente questionável dos dirigentes de clubes tem prejudicado o andamento e a evolução desse esporte, desse lazer, dessa profissão, no Brasil”, ressaltou Romário ao justificar seu voto favorável à matéria.

O Dr. Sócrates, jogador excepcional, que brilhou nos gramados, comandando tanto a Seleção Brasileira de Futebol quanto o Sport Clube Corinthians Paulista, faleceu nessa madrugada, em virtude de uma infecção generalizada.

Todos os comentários relembram suas passagens memoráveis pelo Botafogo de Ribeirão Preto, pelo Corinthians e pela Seleção Brasileira. Com efeito, sob sua liderança o Botafogo se reergueu na segunda metade dos anos 70, chegado ao vice-campeonato no Primeiro Turno do Paulista em 1977; o Corinthians rompeu com o longo período árido de vitórias, chegando ao título paulista em 1977, depois de 23 anos sem vitórias; e a seleção brasileira, sob o comando técnico de Telê Santana, mas de Sócrates em campo, encantou o mundo no mundialito de 1981 e na Copa da Espanha, em 1982.

Mas as proezas de Sócrates não se limitaram ao campo esportivo. De dentro de campo, ele conseguiu influir sobre a formação ideológica da população, quando criou, no Corinthians, um movimento chamado de Democracia Corinthiana. O país vivia ainda sob o regime militar, a ditadura vigia, e o nascimento no clube com a torcida mais popular do país, de uma “democracia corinthiana”, representou não apenas a contestação da hierarquia interna ao clube e do relacionamento entre os cartolas e os jogadores, mas, mais que isso, uma evidente alavanca de difusão do valor da democracia para a sociedade e o benefício da população.

Essa capacidade de pensar a sociedade esteve presente em toda a vida de Sócrates, que logo filiou-se ao PT, mas que jamais pretendeu explorar a sua fama obtida nos campos para conquistar cargos eletivos, num gesto profundamente educativo também, sobre a autonomia e identidade específica de cada campo de atuação: o campo do esporte distinto do campo da política. Esta consciência amadurecida e respeitosa evitou que ele concorresse em eleições tanto parlamentares (para deputado estadual ou federal, em São Paulo) quanto executivas (para prefeito de Ribeirão Preto, por exemplo).

Sócrates se vai, e apesar de todos os seus méritos, somos obrigados a reconhecer que por um de seus graves limites: foi o alcoolismo que lhe levou a vida. É uma contradição que um médico com tanta capacidade e tantas contribuições às pessoas e à sociedade, inclusive por sua capacidade de formulação teórica e de influenciar as pessoas, se tenha deixado abater por uma doença como o alcoolismo.

Mas, Sócrates não vivenciou o alcoolismo como doença e sim como prazer, como festejo e regozijo. Neste ponto, agiu com irresponsabilidade, mas o que podemos dizer se cada um temos os nossos próprios limites?

Resta-nos agradecer ter vivido ao seu lado e ususfruído das alegrias que ele proporcionou nos gramados, do futebol, e aprendido com sua liderança sobre a democracia corintiana e seus escritos recentes à Carta Maior.

Adeus, Dr. Sócrates!

A lógica e a razão tem um papel de absoluta relevância na construção do conhecimento e junto com a experimentação compõem a sustentação do saber científico.

Mas, a cultura de um povo se enriquece com a contribuição proveniente das esferas da criatividade, da sensibilidade e do afeto, de como esse povo vivencia as oportunidades de agregação, reunião e festejo.

O futebol, no Brasil, sintetiza paixões, estimula o humor, reveste o cotidiano de uma ironia fina que exprime, no relacionamento entre os amigos, a liberdade que permite a um brincar com o outro, quase sempre pela via da provocação.

Mantive, hoje, um breve diálogo com meu amigo Carlos Orpham, da cidade de Bebedouro, no interior de São Paulo, bancário e ex-presidente da Câmara de Vereadores da cidade.

Reproduzo o nosso diálogo e homenageio esse meu amigo com o nosso hino, do São Paulo Futebol Clube, tri-campeão mundial de clubes.

Carlos Orpham
Hoje chegou minha camisa do Luis Fabiano “O Fabuloso”. Ela vai dar sorte, vamos ganhar bem do Bahia e começar a arrancada rumo à libertadores, e quem sabe ao título

Edmar Roberto Prandini
Você tem toda razão. Isso que é comentarista esportivo!!! Como eu gosto, sempre fazendo análises absolutamente marcadas pela neutralidade, respeito pelos adversários e respeito pelas informações estatísticas que chegam.

Carlos Orpham
Bem, Edmar Roberto Prandini, neutralidade é impossível, já que estou com a camisa do meu time de coração… respeito aos adversários, acho que tem no meu comentário… e sobre as estatísticas, ora, estatísticas são estatísticas… repare que no início eu falei em sorte, o que desbanca qualquer estatística, não é, irmão? Grande abraço.

Edmar Roberto Prandini
Mas usar a camisa do SPFC é manter a isenção na análise… qualquer pessoa equilibrada e inteligente usa a camisa do São Paulo. Ter o São Paulo no coração é típico de qualquer pessoa que tenha coração. E o São Paulo ganhar não é sorte, é lógica.

Carlos Orpham
É isso aí, Edmar… Vamos esquecer os últimos quatro jogos sem marcar e os oito sem vencer, né? Olha, acho que a camisa tá dando sorte, mesmo… viram o golaço do Wellington? Bem, vamos já, já, para o segundo tempo… o fabuloso vai marcar…

Edmar Roberto Prandini
O que são apenas 8 jogos? um ponto fora da curva… isso sim se explica pelo azar, não pela lógica, é claro.

Há quase um mês que estou trabalhando dentro da AGECOPA, a agência criada pelo Governo do Estado do Mato Grosso para executar os preparativos da cidade de Cuiabá para a Copa 2014, já que a cidade é uma das sedes escolhidas pela Fifa. Ontem, num bate papo informal, perguntei se a bola da Copa 2014 já tem nome, lembrando-me do caso da Jabulani, que era o nome da bola da copa da África do Sul, como todos se recordam.

Ninguém soube me informar se a bola da Copa 2014 já tem um nome definido, mas até comentaram que ouviram dizer de campanhas pretendendo acolher sugestões já no ano passado.

Bem, senti-me livre então para pensar em algumas alternativas e sugerir aqui. Quem sabe, podemos até criar uma enquete, com votação, se as pessoas acharem interessante a brincadeira.

Minha primeira sugestão é de que a Bola da Copa 2014 seja chamada de Garrincha, em homenagem ao grande craque brasileiro das copas de 1958 e 1962, que era conhecido pelos seus dribles audaciosos e pela sua irreverência, além dele expressar bastante bem o perfil do brasileiro médio, sempre lutando com a vida para realizar os sonhos de cada dia e poder prosseguir amanhã.

Além do futebol maravilhoso e campeão, Garrincha também não enriqueceu, nem viveu o futebol como “business”, em nada se parecendo com esses jogadores deslumbrados que povoam nossos shows futebolísticos de hoje. Jogava pelo puro talento, pela leveza da brincadeira, pela alma alegre e esperta que possuía.

O que vocês acham de chamar a Bola da Copa 2014 de Garrincha?

Criei uma espécie de hotsite sobre a Copa, no seguinte endereço do site: http://www.unipress.blog.br/bola-da-copa-2014/

Lá teremos a possibilidade de enquetes, questionários, avaliações dos jogos, da seleção brasileira, dos preparativos das cidades sede, etc… Aceito sugestões!

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