Posts Tagged ‘Ferrovias’

Novo momento da ferrovia

22/04/2013

“A malha voltou a crescer, novos sistemas de passageiros foram implantados, a indústria se fortaleceu. As realizações das empresas e das pessoas que vamos premiar hoje são a melhor prova disso. E vocês estão de parabéns!”, declarou o diretor-executivo da Revista Ferroviária, Gerson Toller, no início da cerimônia do Prêmio Revista Ferroviária, realizada nesta segunda-feira (22/04), em São Paulo.

Neste ano, a Presidenta Dilma Rousseff foi escolhida pelo Conselho Editorial da Revista Ferroviária como a Ferroviária do Ano. A escolha foi feita pelo empenho da Presidenta em melhorar o setor, desde a sua passagem pela Casa Civil até o atual momento como chefe da nação.

Durante seu discurso, Toller destacou que o avanço obtido no setor foi por conta da indução do Estado e que isso não continuará sem a participação ativa dos investidores privados. “Os dois grandes planos de investimentos do governo em transporte ferroviário – o Programa de Investimentos em Logística (PIL) e o Trem de Alta Velocidade – precisam, para existir, da capacidade de gestão dos investidores privados. Assim como precisam, com o mesmo grau de urgência, do suporte e do planejamento do governo”, explicou.

O diretor da Revista Ferroviária também destacou que os dois programas serão capazes de mudar a face do transporte sobre trilhos no Brasil e que não há outra hipótese, pois a demanda não para de crescer. “O Prêmio de Ferroviário do Ano está sendo conferido hoje à Presidenta Dilma Rousseff, porque ela compreende esta situação e está fazendo a sua parte, que é construir organizações competentes. E colocando a sua frente pessoas de alta capacidade, como são os aqui presentes, Bernardo Figueiredo e Jorge Bastos”, destacou referindo-se ao presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL) e ao diretor-geral da ANTT, respectivamente.

O presidente da EPL, Bernardo Figueiredo, destacou que o País necessita de um sistema de transporte conectado. Ele explicou que as limitações e problemas são conhecidos e o que vai fazer mudar a situação é o desenvolvimento de ações. Ele lembrou que é isso que a Presidente Dilma fez no ano passado ao lançar o Programa de Investimentos em Logística. “Pela primeira vez nos temos em um programa de governo com a ferrovia como protagonista. Temos duas alternativas, fazer ou fazer. O País não suporte mais ficar se queixando que não tem infraestrutura. Nós precisamos executar esse programa”, enfatizou Figueiredo.

Figueiredo relatou que até o final do ano boa parte dos trechos do PIL estará em fase de leilões e que os estudos das ferrovias projetadas antes do anúncio do programa estão em andamento. Explicou ainda que o governo avalia com a Valec a conexão da Transnordestina e da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) com a Ferrovia Norte-Sul.

Bernardo Figueiredo ressaltou que é justa a escolha da Presidenta Dilma como Ferroviária do Ano. Ele explicou que a Presidenta não pode comparecer ao evento, mas que faz questão de marcar uma data para receber o troféu em Brasília.

Participaram do almoço do Prêmio Revista Ferroviária o secretário dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo, Jurandir Fernandes; o presidente da EPL, Bernardo Figueiredo; o diretor-geral da ANTT, Jorge Luiz Macedo Bastos; o presidente da Cosan, Marcos Lutz; o presidente da MRS, Eduardo Parente; o presidente da Transnordestina Logística, Angelo Baptista; o presidente da ALL, Eduardo Pelleissone; O presidente da Abifer, Vicente Abate; o presidente da ANPTrilhos, Joubert Flores; presidente-executivo da ANTF, Rodrigo Vilaça; diretor-presidente da Trensurb, Humberto Kasper; o presidente do Metrô de São Paulo, Peter Walker; presidente da CBTU, Francisco Colombo; entre outros dirigentes de empresas do setor metroferroviário.

Fonte: http://www.revistaferroviaria.com.br/index.asp?InCdNewsletter=7126&InCdUsuario=15819&InCdMateria=18696&InCdEditoria=1

Infraestrutura poderá ter R$ 45 bi de compulsórios

Autor(es): Geralda Doca
O Globo – 08/02/2013

Objetivo é liberar dinheiro dos bancos para financiar projetos

BRASÍLIA

O governo deve liberar até R$ 45 bilhões dos depósitos compulsórios (recursos dos bancos retidos no Banco Central) para financiar grandes projetos de infraestrutura, principalmente as obras previstas no pacote de concessões (aeroportos, rodovias, ferrovias e portos). Segundo interlocutores, o volume a ser liberado será destinado exclusivamente para esta finalidade. Além disso, está sendo articulada pelo Palácio do Planalto uma operação coordenada pelo Banco do Brasil, para formar um consórcio com outras cinco instituições financeiras (Caixa, BNDES, Bradesco, Santander e Itaú), a fim de levantar recursos e oferecer condições de financiamento mais favoráveis aos investidores privados. O Tesouro Nacional também poderá entrar para equalizar taxas de juros. As medidas deverão ser anunciadas nas próximas semanas.

O pacote de concessões demanda investimentos vultosos e a presidente Dilma Rousseff, segundo um interlocutor, está preocupada em disponibilizar recursos abundantes para o setor de infraestrutura, em condições diferenciadas, de forma a atrair investidores e deslanchar os projetos nessa área. Hoje o financiamento de longo prazo está concentrado no BNDES. O governo que oferecer outras fontes e facilitar o acesso ao crédito. Pelos cálculos do governo, o setor privado hoje precisa bancar metade do investimento com recursos próprios, pois só consegue financiar 50%. A ideia é que os empresários possam entrar nos futuros empreendimentos com apenas 20% de capital próprio. O governo quer também igualar o prazo do financiamento ao da concessão – 30 anos, no caso das rodovias.

- O governo está convicto de que não conseguirá fazer os investimentos sozinho. É preciso trazer o setor privado – disse uma fonte com trânsito no Palácio do Planalto, acrescentando que são projetos complexos, que demandam várias iniciativas, como por exemplo, na área ambiental.

Conversas com banqueiros

Nas últimas semanas, a presidente Dilma manteve conversas reservadas com os presidentes do Bradesco, Santander e Itaú. Na útlima terça-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega e o presidente do BC, Alexandre Tombini, reuniram-se com os banqueiros em São Paulo. Depois do encontro, Mantega e os presidentes dos bancos federais estiveram no Palácio para tratar do assunto com a presidente. A criação do consórcio foi tema da reunião com os bancos.

Um dos objetivos do consórcio, chamado de “sindicato de bancos” (ou empréstimo sindicalizado, como também é chamado), é oferecer mais segurança e maior garantia de retorno aos agentes financeiros.

Segundo fonte que participa dessa discussão, o modelo é baseado no “project finance”, uma estruturação financeira para viabilizar os grandes projetos de investimento, cujas receitas cobrem os juros e as amortizações do financiamento. Isso passa pela contratação de consultorias e advogados especializados para realizar estudos, fazer projeções de receita, elaborar contratos e acompanhar os projetos.

Além de alavancar recursos para financiar o pacote de infraestrutura, que vai demandar cerca de R$ 200 bilhões, o objetivo do consórcio é mitigar riscos e reduzir o grau de exposição dos bancos nos balanços, já que as regras de prudência (Basileia) ficarão mais rigorosas.

Brasil pode ganhar 21 linhas de trens de passageiro

País pode ganhar 3.334 km de trilhos para transporte em 14 Estados até 2020

DO R7

Depois de quatro décadas de abandono, os trens regionais voltaram à pauta dos governos estaduais e federal. Atualmente, está em estudo pelo poder público a construção de 21 ramais ferroviários para passageiros. Caso todos os projetos planejados no Brasil saiam do papel no prazo previsto, o País pode ganhar 3.334 km de trilhos para transporte em 14 Estados até 2020.

O número é mais que o dobro do que existe hoje em operação. Apenas duas linhas de passageiros funcionam atualmente no País: uma liga Belo Horizonte (MG) a Vitória (ES) e outra, São Luís (MA) a Carajás (PA) – ambas são operadas pela Vale. O atual cenário contrasta com o que era esse mercado há meio século: na década de 1960, cerca de 100 milhões de passageiros eram transportados em trens interurbanos anualmente. Hoje, esse número é de cerca de 1,5 milhão de pessoas por ano.

Para Vicente Abate, presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), o ressurgimento de projetos de trilhos pelo País é reflexo do recente aumento da preocupação com a mobilidade.

— O transporte ferroviário de passageiros é normalmente rápido, seguro, confortável e não poluente. Trens de velocidade média, entre 100 e 150 km/h, são uma alternativa para a mobilidade entre as cidades, que hoje está um desastre.

Entre os projetos mais avançados estão a ligação entre Brasília e Goiânia, passando por Anápolis, e cerca de 500 km de trilhos em Minas que fariam a conexão entre Belo Horizonte e cidades como Sete Lagoas, Ouro Preto e Brumadinho. O primeiro, orçado em R$ 800 milhões, está prometido para 2017 e deve vencer todo o trajeto em cerca de uma hora. Já o segundo está divido em três trechos e deve ser feito por meio de uma PPP (Parceria Público-Privada) que já tem 18 interessados em preparar estudos de viabilidade. A expectativa é de que as obras comecem em 2014.

Em São Paulo, o governo estadual realiza estudos para três ramais – ligando a capital a Jundiaí, Santos e Sorocaba. Além disso, o Trem de Alta Velocidade (TAV), previsto pelo governo federal para ficar pronto em 2020, vai cortar grandes cidades do Estado, como Campinas, São Paulo e São José dos Campos, no caminho até o Rio.

Governo prepara lançamento de plano de logística
Projeto propõe integrar rodovias, ferrovias e hidrovias a aeroportos e portos nos próximos 30 anos

Para tentar despertar o “espírito animal” dos empresários num quadro de estagnação econômica e, de quebra, estabelecer uma agenda positiva em meio ao julgamento do mensalão, a presidente Dilma Rousseff prepara o lançamento do Plano Nacional de Logística Integrada (PNLI).

Trata-se de um ambicioso projeto para, nos próximos 30 anos, interligar rodovias, ferrovias e hidrovias a portos e aeroportos. As medidas envolvem mudanças na legislação, concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs).

No transporte marítimo, fazem parte do pacote a entrega à iniciativa privada de três novos portos públicos – Manaus (AM), Bahia e Vitória (ES) – e a definição sobre o destino dos cerca de 90 terminais privados cujas concessões estão vencidas ou por vencer. Além disso, o governo prepara um novo modelo de gestão dos portos federais que se encontram delegados aos Estados.

Investimentos de pelo menos R$ 11 bilhões aguardam a definição de um único ponto: o que fazer com os terminais portuários que estão em mãos da iniciativa privada e cujos contratos estão expirando. A cifra diz respeito apenas aos 30 terminais filiados à Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP).

Nas conversas internas, o ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos, Leônidas Cristino, vem propondo que eles sejam todos licitados novamente. No entanto, o setor privado pressiona pela prorrogação dos contratos. “O governo não tem condições de licitar 90 terminais no curto prazo”, diz o presidente da ABTP, Wilen Manteli. “O terminal de Itaqui, no Maranhão, levou sete anos para ser concedido e há oito anos fazem estudos para um terminal de granéis em Sepetiba, no Rio.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Agência Estado | 05/08/2012 09:36:00
Texto: AE/NIELS ANDREAS

Fonte: http://economia.ig.com.br/empresas/infraestrutura/2012-08-05/governo-prepara-lancamento-de-plano-de-logistica.html

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