Posts Tagged ‘Fernando Haddad’
ÔNIBUS MAIS RÁPIDO SERÁ REALIDADE NA CAPITAL
Décadas depois de ser criado, em Curitiba (PR), projeto com corredores exclusivos sairá do papel
FERNANDO GRANATO
[email protected]
17/02/2013
O sistema BRT (sigla em inglês para transporte rápido de ônibus) precisou ser criado em Curitiba (PR) há 40 anos, exportado para Bogotá, na Colômbia, em 2000, para finalmente ser implantado em São Paulo.
De acordo com a Secretaria Municipal de Transportes, importantes eixos de deslocamento na cidade, as avenidas dos Bandeirantes, 23 de Maio e Celso Garcia devem ganhar nos próximos anos corredores de ônibus expressos no sistema BRT (com espaço para ultrapassagens e maior distância entre paradas).
Se o cronograma oficial for mantido, a licitação sairá ainda neste ano e as obras começarão em 2014.
Essas obras fazem parte do pacote com 150 quilômetros de corredores prometido pelo prefeito Fernando Haddad (PT) em sua campanha eleitoral. Além disso, Haddad prometeu mais 150 quilômetros de faixas exclusivas para ônibus até o final da sua gestão.
“Escolhemos os eixos para esses corredores em vias que têm espaço para a implantação e têm demanda para esse tipo de transporte rápido”, disse Ana Odila de Paiva Souza, responsável pelo planejamento na Secretaria Municipal de Transportes. “Os corredores terão, preferencialmente, áreas de ultrapassagem e bilhetagem antes do embarque, o que os torna mais rápidos.” Segundo Odila, os corredores são parte de um modelo maior de transporte coletivo, que prevê o funcionamento em rede, cobrança tarifária em rede, espaço segregado para os ônibus e gestão operacional com o padrão do Metrô.
Para o especialista, em trânsito Horácio Figueira, a notícia é para ser comemorada. “O projeto de implantação de BRT está engavetado há mais de 40 anos em São Paulo porque aqui o deus automóvel fala mais alto”, afirmou Figueira. “A verdade é que nenhum prefeito teve coragem para implantá-lo porque obviamente ele vai ocupar lugares destinados a automóveis”, disse ele.
ZONAS SUL E LESTE RECEBERÃO MAIS FAIXAS EXCLUSIVAS
Partindo do Terminal Bandeira, no Centro, o futuro corredor da 23 de Maio também passará pelas avenidas Rubem Berta, Moreira Guimarães, Washington Luís, Interlagos e Teotônio Vilela e terminará no Largo do Rio Bonito, na Zona Sul. O percurso total é de cerca de 20 quilômetros.
Outro corredor que deve sair do papel, o da Avenida dos Bandeirantes, vai ter 16 quilômetros e ligará a região da Marginal Pinheiros, na Zona Sul, ao Terminal Vila Prudente, na Zona Leste. Este será o principal eixo de transporte público a unir essas duas regiões de forma perimetral, de um bairro a outro sem passar pela região central e assim desafogando o trânsito.
Está em estudo também o Corredor da Celso Garcia, que sai da Rangel Pestana, no Centro, passa pela via que dá nome à faixa, pela Avenida Amador Bueno da Veiga e Rua Marechal Tito, na Zona Leste. Terá cerca de 25 quilômetros.
Outra avenida que deverá ter corredor é a Aricanduva, também na Zona Leste, passando pela Ragueb Chohfi, Terminal São Mateus até a Marginal Tietê. Ele terá 12 quilômetros de extensão.
HADDAD RETOMA LICITAÇÕES DE CORREDORES DE ÔNIBUS
Com quase um ano de atraso, os 63,8 quilômetros de corredores de ônibus prometidos desde a gestão Gilberto Kassab (PSD) deverão começar a ser construídos neste ano. O prefeito Fernando Haddad (PT) retomou as licitações para a contratação das empresas.
CIDADE TEM SÓ 130 KM DE CORREDORES EXCLUSIVOS
400 quilômetros de corredores são necessários, segundo Horácio Figueira
São Paulo tem atualmente 130 quilômetros de corredores e 29 terminais. A meta da gestão Fernando Haddad é fazer 150 quilômetros de corredores de ônibus e 13 terminais até o fim de 2016.
ENTREVISTA
JOÃO CARLOS SCATENA
Engenheiro
‘Havia resistência em mexer com a fluidez dos carros’
DIÁRIO_ Como surgiu a ideia de se implantar o sistema BRT?
JOÃO CARLOS SCATENA_ A ideia foi do Jaime Lerner, em Curitiba. Ele trabalhava no Instituto de Planejamento de Curitiba, estava encostado e passava o dia desenhando a cidade. Numa dessas, ele inventou um plano estrutural de transporte para a cidade. Quando foi prefeito, anos mais tarde, estava tudo pronto.
E como funcionava o sistema?
Tinha uma lógica muito simples: dar prioridade para o transporte coletivo (ônibus) nos principais corredores de tráfego e promover sua integração tanto com sistemas de transportes de menor capacidade (sistemas alimentadores) quanto com o processo de planejamento urbano. O resultado desta iniciativa inédita revelou ao Brasil e ao mundo a possibilidade de se implantar um sistema de transporte público de qualidade a custos não muito altos, isso tudo num ambiente urbano mais humano. Essa é a lógica.
O senhor trabalhou num projeto para implantar o modelo em São Paulo ainda nos anos 1970. Por que não foi para frente?
Havia muita resistência com o problema de se mexer na fluidez dos automóveis. Ocorreram várias tentativas de implantação, mas o projeto nunca se concretizou.
Depois o senhor trabalhou em estudos para a implantação desse modelo na China?
Sim. Lá, o sistema de transporte coletivo é bom, mas não é muito eficiente econômica e operacionalmente. O BRT tinha o objetivo de diminuir o custo do sistema. A ideia era otimizar o sistema e cortar o que era supérfluo.
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O caminho para a formulação do ideário necessário para qualquer concorrente eleitoral que pretenda êxito está na definição das escolhas sobre os segmentos econômicos a priorizar. Por exemplo: agronegócio ou turismo, que percentagem de investimento para cada? hidroelétricas ou painéis solares, quanto de orçamento para cada? Empregos na indústria ou na TI?
Parece-me que estamos diante da iminência de um estágio superior, portanto, em que os desenhos alternativos de desenvolvimento econômico e social, precisarão ser melhor explicitados, não como disputa entre bem e mal, mas entre estratégia A ou B.
Pontos essenciais desse novo estágio, serão os avanços em dois debates fundamentais: qual o novo padrão de tributação, tanto em termos de taxas e distribuição, quanto de complexidade ou simplicidade arrecadatória; qual o novo padrão dos processos de formação de maiorias políticas, vulgo reforma política, que insiste em não ser objeto de discussão. Mas, será, inevitavelmente.
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Depois de reconhecer que a eleição está perdida na capital paulista e que Fernando Haddad, do PT, sairá vitorioso das urnas, de modo inapelável, a Folha começa a embalar o seu mantra venenoso.
Primeiro, porque se é evidente que Lula é importante na disputa, assim como Dilma, Fernando Hadda não pode ser pensado como um fantoche desqualificado e inerte. Nem o PT. A Folha não aceita dar crédito algum nem a Haddad nem ao PT paulistano pela vitória estupenda que eles vão alcançar no dia 28 de outubro.
Ora, Haddad é um excelente quadro político, militante partidário desde sempre, vigoroso enquanto intelectual mas mais ainda, dado seu trabalho intenso nos governos petistas, um formulador e administrador das políticas públicas elaboradas no seio do partido, tanto na esfera municipal quanto federal.
A maciça votação da Haddad nas regiões tradicionalmente eleitoras do PT foi que o levou ao segundo turno, no patamar historicamente atribuído ao partido nas votações da cidade de São Paulo, o que significa dizer que o PT levou seu “desconhecido” candidato ao potencial de votos habituais do partido. Logo, um candidato do PT.
Depois disso, então a Folha completa sua argumentação em que revela o absoluto desprezo à democracia.
Perdido por perdido, admite ela, opta por começar a dedicar-se a conhecer esse “desconhecido” que vai governar a cidade. Ora, Ministro da Educação por mais de 6 anos, o ministério que detém mais de 18% de todo o orçamento federal, que inaugurou mais de 200 instituições federais de ensino técnico e várias universidades novas e campus universitários, dentre tantíssimas outras realizações, como o Prouni. Um “desconhecido”?
Por fim, como esse futuro prefeito da maior cidade do país, com cerca de 60% dos votos válidos da eleição, segundo as atuais estimativas, da própria Folha (Datafolha) é um “desconhecido”, a Folha nega-se a “passar-lhe um cheque em branco”.
Quem a Folha pensa que é?
Milhões de eleitores decidindo o voto após meses e meses de campanha intensa e é a Folha que deve dar aval ou não ao futuro prefeito eleito?
É o aval dela, Folha de São Paulo, que legitima ou deslegitima um candidato eleito segundo as regras eleitorais, aprovadas pelo Congresso Nacional e vigentes sob estrita organização da justiça eleitoral, com o voto soberano dos eleitores?
Mas, é evidente que o veneno destilado visa opor o jornal à Lula: a alegoria do cheque em branco foi usada por ele, em favor de Roberto Jefferson, que depois revelou-se o mentiroso e corrupto envolvido nos crimes do episódio julgado na Ação Penal 470, do mensalão.
Além da prepotência e do autoritarismo total, da Folha arvorar-se em juíza da legitimidade política da eleição, há um ódio irracional contra Lula, que segue incólume a isso, ajudando, como verdadeiro militante e líder, o PT a crescer em todo o Brasil. Eis o que a Folha não tolera.
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Atualmente, ocupa posição no jornalismo matinal da emissora na cidade de Sâo Paulo.
Em entrevista com o candidato Fernando Haddad, evidenciou novamente seu perfil. Ao invés de lançar perguntas sobre as propostas de Haddad para a cidade, levantou acusações contra o PT, contra a ex-prefeita Marta Suplicy e contra a gestão de Haddad à frente do Ministério da Educação. Pensou, ingenuamente, que iria desconcertar Fernando Haddad, com esse tom acusatório de sua falsa entrevista.
Ao contrário, Fernando Haddad, genialmente, com uma inteligência brilhante, raciocínio rápido e perspicaz, não apenas refutou todas as acusações, como sustentou as posições políticas que Tralli atacava, como ainda encontrou tempo e condições para demonstrar a imperícia dos oponentes do campo conservador.
Segue a transcrição da excelente entrevista de Haddad, feita pelo blog “Os Amigos do Presidente Lula“.
César Tralli – Candidato, boa tarde.
Fernando Haddad – Boa tarde, Tralli.
César Tralli – Candidato, políticos importantes do seu partido estão sendo julgados e um deles já foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes graves como corrupção, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha. Isso não constrange o senhor? Não põe em xeque o discurso sobre ética?
Fernando Haddad – Olha, constrange a classe política de uma maneira geral porque políticos de todos os partidos estão respondendo a processos. E eu gostaria muito que a Justiça fosse até o fim em todos os casos. Não apenas em relação ao PT, mas também em relação ao PSDB. Você sabe que o chamado mensalão nasceu em Minas Gerais, e o jugamento do mensalão de Minas está sendo postergado. E há um risco de prescrição em função das datas em que os crimes foram cometidos. Porque o mensalão do PSDB é muito anterior, é de 1998, é seis anos anterior. Então, desde que todos sejam julgados, garantido o amplo direito de defesa e punidos de acordo com o que fizeram, eu penso que as instituições saem fortalecidas. Agora, se a Justiça se fizer para uns, e não se fizer para outros, eu penso que a democracia vai sair enfraquecida. Nós não podemos seguir o princípio: aos inimigos a lei, aos amigos, tudo, como se diz. Então, vamos colocar o país a limpo, estamos de acordo, e as pessoas que erraram devem ser julgadas e se for comprovado o erro, tem que ser punidas. Não vejo problema nenhum em relação a isso.
César Tralli – O senhor concorda com o presidente Lula quando ele diz que o mensalão não existiu?
Fernando Haddad – Eu penso que o presidente Lula está fazendo referência a um aspecto que é a questão da coalizão da base aliada, ele está fazendo referência a esse aspecto especificamente. Porque, na visão dele, não é razoável imaginar que um parlamentar do PT precisasse receber recursos para votar com o governo. Essa é a consideração que ele faz.
César Tralli – O senhor foi ministro da Educação durante seis anos e meio e por três anos foi duramente criticado nas falhas do Enem. Foram fraudes e erros que acabaram prejudicando a vida de milhões de estudantes. Isso não compromete a sua imagem de administrador?
Fernando Haddad – Olha Tralli eu sou o ministro da Educação que mais expandiu a educação superior no país, com o ProUni, com a expansão das federais, com o novo Fies. Sou o ministro da Educação que mais expandiu a educação profissional no país. Eu sozinho construí 224 escolas técnicas, que é mais que a soma de todos os meus antecessores. Eu melhorei a qualidade do ensino fundamental no país depois de uma queda drástica nos anos 90. O Brasil hoje figura nos relatórios internacionais como caso de sucesso porque saiu da inércia. Não pelo patamar que atingiu mas porque está no rumo certo. Então, tanto a Unesco, a Onu quando a UCDE, que são os países ricos, reconhecem o esforço que o Brasil fez. Agora, se houve um crime contra o Enem, e foi um crime, não foi uma fraude. Um criminoso foi identificado, julgado e punido com cinco anos de cadeia. Eu gostaria que a oposição, ao invés de me criticar, se solidarizasse comigo. Porque houve um crime, e o culpado foi identificado e punido com cinco anos de cadeia. Imagina na cratera do Metrô, se fosse identificado um sabotador, nós iríamos nos solidarizar com o José Serra que era o governador è época. Mas não, o que aconteceu lá foi um erro, foi um homicídio culposo. Não foi o caso do que aconteceu no Enem, uma pessoa de fora da administração pública e dentro de uma gráfica que é a mais moderna do país cometeu um crime, foi identificado e punido.
César Tralli – Candidato, ainda na sua gestão, o ministério da Educação gastou R$ 800 mil com seis mil kits anti-homofobia, aqueles vídeos sobre relações homossexuais na relação escolar, só que a presidente Dilma considerou o material impróprio e impediu a distribuição do kit anti-homofobia. A produção desses vídeos foi um erro?
Fernando Haddad – Olha, uma emenda parlamentar que foi liberada a um conjunto de parlamentares que corretamente defendem o combate a todo tipo de intolerância: ao negro, à mulher, ao homossexual, intolerância religiosa, contra evangélico, contra seguidor de matriz afro. Esses parlamentares fizeram uma emenda ao Orçamento do ministério da Educação para produção de um material contra a intolerância. Bom, nós julgamos inapropriado o material para distribuição e reservamos o material para formação de professores. Eu penso que eu e a presidenta Dilma tomamos a decisão correta e eu não entendo as críticas que estão sendo feitas no sentido de distribuir um material que não era o mais adequado para crianças e jovens. Para professores, tá bem, professor tem total condição de se apropriar daquele material e enfrentar a questão do bullying homofóbico dentro da sala de aula. Já para crianças e jovens, o material tem que ser de outro tipo. Então, as críticas que nós estamos recebendo nesse sentido são equivocadas. A decisão minha e da Dilma foi uma decisão correta.
César Tralli – Candidato, o senhor fala em criar 150 quilômetros de corredores de ônibus e desafogar os que já existem. Mas a gente sabe hoje em São Paulo que os corredores vivem entupidos, cheios de problemas, especialmente porque se quer tem uma faixa de ultrapassagem. Na proposta do senhor, o senhor vai tirar calçada ou tirar faixa de carro para privilegiar os corredores?
Fernando Haddad – Segregar faixa. Porque você imagina 30% da população se desloca para o trabalho de carro, 70% se desloca de ônibus, trem e Metrô. Não é razoável você não segregar uma faixa para quem se desloca de ônibus. Então, nós entendemos que a única maneira de recuperar qualquer viabilidade de se deslocar por São Paulo é o transporte público. E você veja que a administração Serra Kassab abandonou o transporte público e mesmo o Metrô está parado. Faz três anos que não tem um Tatuzão escavando o subsolo de São Paulo. Novas linhas não estão sendo feitas. A Linha 5 continua parada, a Linha 6 sequer foi licitada. Eles ficam anunciando planos de papel que não sai e não são entregues. Então nós temos que recuperar o transporte coletivo e no caso da Prefeitura investir forte no corredor de ônibus e pactuar com o estado um novo cronograma para o Metrô. Dinheiro novo tem que responder a um cronograma de entrega novo.
César Tralli – Na gestão da ex-prefeita Marta Suplicy, que é do seu partido, não foi investido um único centavo no Metrô. O senhor pretende investir no Metrô se o senhor for eleito e qual seria o pedaço do Orçamento que iria para o Metrô?
Fernando Haddad – Tralli, não é bem verdade isso. Vou te explicar. Nós fomos ao governo do Estado e oferecemos recursos da Operação Faria Lima em troca de algumas estações e o governo do Estado recusou a oferta. Nós não queremos repassar recurso para o Metrô aplicar no sistema financeiro. Nós queremos aplicar recursos do Metrô do jeito que a Marta estava prevendo: dinheiro novo, cronograma e estação novas. Ou seja, não dá para simplesmente passar o dinheiro da prefeitura sem saber o que vai ser feito com ele. Então, eu vou repactuar com o Metrô. Nós queremos colocar inclusive dinheiro federal no Metrô, que o governo recusa. Mas nós vamos colocar federal, municipal para atender ao paulistano. Agora, não dá para ter esse ritmo tucano de entregar obra.
César Tralli – Nosso tempo está acabando candidato, em relação aos camelôs em situação irregular, o senhor diz que vai montar shoppings populares. Essa ideia nunca deu muito certo aqui em São Paulo. Por que é que daria dessa vez?
Fernando Haddad – Não, deu. Eu posso te levar a alguns que deram certo e mais. Além de ser professor da Universidade de São Paulo, eu sou professor da USP, eu fui lojista da 25 de Março. Então, eu conheço muito bem o assunto. Na cidade tem espaço para pedestre, tem espaço para o lojista e tem espaço para o ambulante desde que regular. É isso que nós vamos fazer, uma pactuação para ter espaço para todo mundo.
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