Posts Tagged ‘Energia Limpa’
Considero genial a invenção, que, pelo que li é de uma empresa italizana. Espero que a tecnologia não custe muito e que se difunda rapidamente, inclusive pelo Brasil.
Olhe duas fotos:
A cobertura completa de uma residência
Versão aproximada das Telhas Solares
qual a sua opinião? Pode ser que o começo tenha custo um pouco elevado, mas a tendência é a popularização e será uma opção excelente, não acha? Deixe seu comentário e compartilhe este artigo no Facebook.
Fonte: http://contemoh.ig.com.br/energia-limpa-telhas-sustentaveis/
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07/03/2012
Por Fábio de Castro
Agência FAPESP – A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (RIO+20), que será realizada no Brasil em junho, não terá o caráter legislativo da ECO-92, cujo legado transformou para sempre a perspectiva mundial sobre o tema do meio ambiente.
No entanto, a RIO+20 poderá alcançar um impacto planetário de magnitude semelhante ao da ECO-92, contanto que consiga superar o desafio de integrar de forma equânime os três pilares do desenvolvimento sustentável: as dimensões ambiental, econômica e social.
A defesa dessa integração é o cerne da posição brasileira na conferência, de acordo com o embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, subsecretário-geral de Meio Ambiente, Energia e Ciência e Tecnologia do Ministério das Relações Exteriores (MRE), que participou nesta terça-feira (06/03) do BIOTA-BIOEN-Climate Change Joint Workshop: Science & policy for a greener economy in the context of RIO+20. Machado é o secretário-executivo para a comissão brasileira da RIO+20.
Planejado para que a comunidade científica possa discutir os temas da RIO+20, o evento, que terá continuidade nesta quarta-feira (07/03), foi realizado conjuntamente pelo Programa BIOTA-FAPESP, pelo Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN) e pelo Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG).
“A RIO+20 é uma conferência sobre desenvolvimento sustentável e não apenas um debate sobre meio ambiente. A intenção da presidência da conferência é que as dimensões ambiental, social e econômica tenham o mesmo peso no debate. O governo brasileiro, por sua vez, entende que, se os desafios do século 21 não forem vistos de maneira integrada, jamais conseguiremos atingir níveis de sustentabilidade”, disse Machado.
De acordo com o embaixador, o mundo atravessa uma época de crise internacional e os atuais modelos de desenvolvimento demonstram uma erosão em sua capacidade de dar respostas aos novos desafios.
“Os modelos atuais produzem crises em todos os pilares do desenvolvimento sustentável: a crise climática, a perda acelerada da biodiversidade, a degradação social e a crise energética demonstram isso. Estamos fazendo algo errado”, disse.
Na época da ECO-92, segundo Machado, os países desenvolvidos acreditavam que haviam resolvido suas questões econômicas e sociais e dirigiam o foco das discussões para os temas exclusivamente ambientais. Enquanto isso, os países em desenvolvimento tinham o foco no desenvolvimento econômico apoiado no contexto da sustentabilidade.
“Vinte anos depois, o mundo virou de cabeça para baixo: os países desenvolvidos estão lidando com uma profunda crise econômica e social, enquanto os países como o Brasil são líderes na área em tecnologias verdes, em investimentos em energia limpa e avançaram na inclusão social”, disse.
Nesse novo contexto, segundo Machado, a RIO+20 não tem mais uma agenda que olha o econômico, o ambiental e o social separadamente. Por isso, a comissão brasileira da conferência tem utilizado o termo “economia verde inclusiva”, a fim de remeter ao trinômio “crescimento”, “inclusão social” e “proteção da natureza”.
“A decisão política do século 21 é a de integrar essas três dimensões. Esse é um desafio para todos os países e para a RIO+20. Se conseguirmos essa integração, finalmente poderemos, depois de duas décadas, realizar as promessas da ECO-92”, afirmou Machado.
Na abertura do evento, o presidente da FAPESP, Celso Lafer, destacou o protagonismo do Brasil e a importância central da ciência no contexto da RIO+20. Segundo ele, o Brasil é uma grande potência no tema do meio ambiente e nenhum dos grandes problemas dessa agenda pode ser encaminhado sem ativa participação brasileira.
“A liderança brasileira tem legitimidade internacional. É preciso ressaltar também a relevância do conhecimento no processo da RIO+20. A conferência envolve problemas de natureza complexa para os quais uma adensada pesquisa fornece indicações imprescindíveis”, disse Lafer.
“Esse workshop proposto pela FAPESP, com participação dos pesquisadores que vêm alargando o horizonte do conhecimento sobre mudanças climáticas, bioenergia e biodiversidade, contribuirá para a preparação das negociações, integrando nosso discurso”, disse.
Questão energética
Durante o evento, a palestra “A produção de bioenergia no contexto da RIO+20” foi apresentada pelo físico José Goldemberg, professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo (USP) que era secretário do Meio Ambiente do Brasil durante a ECO-92.
De acordo com Goldemberg, o documento preparado pelo secretariado da ONU com contribuições dos países participantes da RIO+20, incluindo o Brasil, contém 128 parágrafos, sendo que dois deles são dedicados ao problema da energia. Um dos principais objetivos estabelecidos pelo documento é o acesso básico universal a um mínimo de energia moderna, até 2030, com o dobro da eficiência energética atual.
“O significado dessas considerações é muito profundo, se observarmos os dados de que dispomos. Atualmente, mais de 80% da energia consumida no mundo provém de fontes fósseis: petróleo (34,6%), gás (22,1%) e carvão (28,4%). As energias renováveis correspondem a 12,9% do total”, afirmou Goldemberg.
A extrema dependência do petróleo impõe uma limitação física insustentável: o esgotamento das reservas. Por maiores que sejam as reservas descobertas no pré-sal brasileiro, segundo Goldemberg, elas são uma contribuição modesta para as fontes de energia de petróleo do mundo.
“Além da limitação física, o petróleo tem um grave problema de acesso, já que as fontes estão distribuídas de forma errática no mundo. Em seguida, temos o problema mais grave que é o impacto ambiental das emissões de gases de efeito estufa, que contribuem para o aquecimento global. Os combustíveis fósseis são responsáveis por boa parte da prosperidade e conforto que a humanidade conseguiu, mas lamentavelmente essa situação não pode durar”, disse.
Parte significativa do consumo de combustíveis fósseis, segundo Goldemberg, é proveniente do transporte individual. E a tendência é que o número de carros aumente expressivamente nos próximos anos, alavancando o consumo de gasolina. Entre 1980 e 2010, a demanda mundial por gasolina subiu de 0,8 trilhão de litros por ano para quase 1,3 trilhão de litros.
São 30 milhões de barris diários, correspondendo a um terço do consumo mundial de petróleo. Essa situação não vai melhorar. Nos Estados Unidos há quase 800 automóveis por mil pessoas. Outros países industrializados têm 500 automóveis por mil habitantes – que é aproximadamente a escala na cidade de São Paulo. Os países menos desenvolvidos estão seguindo essa trajetória. A previsão é que em 2050, em vez dos atuais 750 milhões de automóveis, tenhamos 2,25 bilhões”, disse.
Para reduzir a magnitude do problema, segundo Goldemberg, é preciso que o mundo busque um modelo semelhante ao brasileiro: expandir a matriz hidrelétrica onde for possível e investir em outros componentes renováveis. Um dos caminhos do desenvolvimento sustentável na área de energia, de acordo com ele, é a substituição da gasolina por um combustível produzido a partir de biomassa.
“O único combustível que vem fazendo isso de maneira eficiente e em escala comercial até agora é o etanol de cana-de-açúcar. Se conseguirmos desenvolver o etanol de segunda geração, poderemos aumentar a produção sem aumentar a área plantada. Para isso é preciso investir em pesquisa. No contexto da RIO+20, acredito que a contribuição do etanol de cana-de-açúcar originário de países tropicais deverá ser uma das cartas importantes na discussão”, disse.
Clima, bioenergia e biodiversidade
Durante o evento, o diretor científico da FAPESP, Carlos Henrique de Brito Cruz, fez uma apresentação sobre os programas BIOTA-FAPESP, BIOEN e PFPMCG. De acordo com ele, o BIOTA tem como objetivo não apenas caracterizar a biodiversidade do Estado de São Paulo, como definir mecanismos para sua conservação e uso sustentável.
“O BIOTA-FAPESP já teve 915 projetos de pesquisa e bolsas aprovados. Foram cerca de R$ 100 milhões investidos em 12 anos. Em 2011, o programa cresceu muito, com renovado interesse da comunidade científica paulista, e o valor concedido apenas naquele ano foi de R$ 22 milhões. Um dos impactos importantes do programa, além de fazer ciência de boa qualidade, foi que ele gerou vários decretos, leis e resoluções sobre conservação da biodiversidade”, afirmou.
Na área de bioenergia, segundo ele, a FAPESP teve uma primeira iniciativa em 1999, com a criação do projeto Sucest, que avaliou o transcriptoma da cana-de-açúcar. O BIOEN foi criado em 2008.
“O programa BIOEN envolve 314 cientistas, sendo 229 de São Paulo, 33 de outros estados e 52 de outros países. Os recursos investidos já se aproximam de R$ 100 milhões, em 55 projetos. O programa tem inúmeras colaborações com empresas, que cofinanciam pesquisas”, disse Brito Cruz.
O PFPMCG também agrega colaborações internacionais com instituições como o Natural Environment Research Council (Nerc), do Reino Unido, um dos organismos que compõem os Research Councils UK – que mantêm acordo com a FAPESP desde setembro de 2009 –, Agence Nationale de La Recherche (ANR), da França, e Interamerican Institute for Global Change Research (IAI), organização intergovernamental apoiada por nove países nas Américas.
Fonte: http://agencia.fapesp.br/15267
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O Brasil é a nova China em energia eólica
Nelson Rocco, iG São Paulo | 09/02/2011 10:03
O Brasil se tornou a bola da vez em energia eólica na visão das empresas que atuam no setor, posição detida pela Argentina no final dos anos 1990. Essa é a razão do desembarque das grandes empresas do segmento para disputar os leilões que vêm sendo promovidos pelo governo federal desde o final de 2009. “Todos querem encontrar a nova China e o Brasil está no topo da lista”, diz Steve Sawyer, secretário-geral da Global Wind Energy Council (GWEC).
A capacidade instalada de energia eólica no País era de 606 megawatts em 2009, segundo dados da GWEC, organização não governamental com sede em Bruxelas, na Bélgica, que trabalha pelo desenvolvimento do setor em todo o mundo. No ano passado, diz a entidade, foram acrescentados mais 326 megawatts à capacidade brasileira, elevando o total para cerca de 930 megawatts, quase metade do que está disponível em toda a América Latina.
O norte-americano Sawyer, secretário-geral da GWEC, está bastante otimista com o Brasil. Ele está em São Paulo para o “Wind Forum Brazil 2011”, que se realiza até amanhã. Em entrevista ao iG, disse que o Nordeste brasileiro tem uma das melhores condições climáticas para a geração de energia a vento.
“A taxa de geração de energia de uma turbina de um megawatt é aproximadamente 27% da capacidade plena, na média de diversas usinas no mundo, por ano. No Brasil, há locais em que essa taxa chega a 45% ou 50%. Pode-se dizer que os melhores locais estão no Ceará e no Rio Grande do Norte, com duas vezes mais capacidade de geração que a Alemanha”, conta o executivo.
O crescimento da economia e as condições climáticas têm atraído a atenção das maiores competidoras mundiais do setor, afirma. “O maior sinal é que, desde o leilão de dezembro de 2009, vimos Alston, Gamesa, GE, Siemens, Suzlon e LM Glass Fiber, os maiores integrantes desse setor, se comprometendo a investir.”
Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista:
iG: América Latina já tem uma boa produção de energia eólica ou está em um estágio inicial?
Steve Sawyer: América Latina está num estágio inicial, com o Brasil na liderança, onde deveria estar, mas todos ainda no começo. Porém com o desenvolvimento nos últimos seis ou sete anos, principalmente nos últimos 12 a 18 meses, acho que a indústria no Brasil está entrando no seu caminho. Isso pelos acordos e anúncios do resultado do primeiro leilão de energia eólica ocorrido em 2009, do segundo, ocorrido no ano passado, e próximo que ocorrerá em junho. Investidores internacionais e empresas agora têm uma visão clara de como o mercado deve ser.
Os leilões e o Proinfa (Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica, do governo federal) garantiram contratos de investimentos na geração de 500 megawatts (MW), sem contar os próximos leilões que ocorrerão neste ano. E há o comprometimento do governo de que fará leilões de outro tanto a cada ano.
Porém penso que o maior sinal é que, desde o leilão de dezembro de 2009, vimos Alston, Gamesa, GE, Siemens, Suzlon e LM Glass Fiber, os maiores integrantes desse setor, se comprometendo a investir e os investimentos virão rápido, acredito.
iG: Quanto você calcula que eles irão investir?
Sawyer: Construir uma usina de geração eólica não requer um investimento enorme, algumas dezenas de milhões de dólares. Não é como uma usina siderúrgica ou algo assim. Mas o tamanho de cada usina, o que irão gerar em empregos e o que irão demandar de capital dependem do desenvolvimento do mercado. Por fim, todas essas grandes companhias têm de reconhecer que o Brasil será um mercado forte e que, pelos nossos cálculos, fará valer os investimentos.
iG: Há alguns anos tínhamos um mito de que os custos da energia eólica eram muito altos. Isso é verdade ou apenas um mito?
Sawyer: É o custo do aprendizado tecnológico. Cada vez que dobramos a capacidade total instalada em uma companhia, os custos tecnológicos caem em torno de 10%. Essa é uma boa teoria e, em geral, ela provavelmente é verdadeira. Mas não leva em conta uma série de coisas, como a baixa demanda das empresas de energia ou o preço das commodities.
O preço da tecnologia tem caído muito por conta do processo de produção, da eficiência que as geradoras têm conseguido. Tivemos um pico de custos em 2007, quando a indústria estava realmente no auge, a demanda estava muito maior que a capacidade, processo que foi interrompido com a quebra do Lehman Brothers (em 2008). Agora os preços voltaram a subir novamente.
iG: Você poderia nos dizer quanto custa uma turbina?
Sawyer: Varia muito, de acordo com o tipo de turbina, as condições de vento que ela deverá enfrentar e onde será fabricada, além de muitos outros fatores. Mas de acordo com a Bloomberg New Energy Finance (uma publicação especializada), do início desta semana, as instalações para cada megawatt de energia gerada estavam em cerca de US$ 1 milhão no ano passado, menos do que era necessário em 2005.
iG: Então estamos em uma boa época para investimentos…
Sawyer: Estamos em um momento muito bom e o Brasil, especificamente, porque há capacidade excedente de produção ao redor do mundo, o mercado tradicional para energia eólica nos Estados Unidos e na Europa está fraco, e o crescimento tem sido transferido nos últimos anos para a China, a Índia, outros países. A China já ficou grande demais hoje e dobra sua capacidade a cada ano. Por isso, principalmente os fabricantes europeus, estão desesperados para novos mercados. Todos querem encontrar a nova China e o Brasil está no topo da lista.
iG: Você já conhece nossas fazendas geradoras?
Sawyer: Algumas delas. Para mim, o Brasil tem uma das melhores condições de vento no mundo, particularmente na costa do Nordeste. Há vento muito forte em toda a costa, sem muitas turbulências, com poucas tempestades. Então está entre as melhores condições no mundo.
Há várias maneiras de medir o vento como fonte de energia. A taxa de geração de energia de uma turbina de um megawatt é aproximadamente 27% da capacidade plena por ano, na média de diversas usinas no mundo. Porque o vento sopra o tempo todo, mas nem sempre a turbina consegue chegar à sua capacidade total. No Brasil há locais em que essa taxa chega a 45% ou 50%. Pode-se dizer que os melhores locais estão no Ceará e no Rio Grande do Norte, com duas vezes mais capacidade de geração que na Alemanha.
iG: A produção de energia eólica do Brasil é significativa se comparada às outras fontes? O que você prevê para a produção do País?
Sawyer: Não sei exatamente, mas é menos de 1% do total das fontes. As previsões dependem de uma série de fatores, como quanto o Brasil continuará crescendo, se 5%, 6% ou 7%, como no último ano; quanto será a demanda para a energia elétrica e para a eólica e para a proveniente do gás e da biomassa; além de quanto será investido em cada uma delas.
Depende também de quando o País passará a cobrar pelas emissões de gás carbônico e qual será seu impacto no setor de energia. Vocês hoje não pagam pela emissão, mas passarão a pagar a partir de 2020, se não me engano, e isso trará efeitos nas decisões de investimentos.
Mas não vejo razão de o Brasil não alcançar em energia eólica de 15% a 20% de toda a capacidade de geração instalada até 2020, se as condições ajudarem, fornecendo de 8% a 10% de toda a energia elétrica. Mas isso depende de decisões políticas e de decisões de investimento.
iG: A Argentina também tem uma boa capacidade de geração eólica. O que houve com eles que perderam o passo?
Sawyer: No final dos anos 1990, a Argentina seria o lugar em termos de energia eólica na América Latina. É engraçado. Néstor Kirchner (1950-2010) era um grande torcedor para atrair investimentos para Santa Rosa e Patagônia. Seriam feitos os primeiros investimentos para construir nesses locais as primeiras fazendas de energia do País. Nós estávamos excitados porque ele acabou sendo eleito presidente. Porém, quando foi para Buenos Aires, ele esqueceu tudo sobre energia eólica, tudo sobre nós.
Depois disso, os argentinos tiveram a crise cambial, a crise econômica e uma série de problemas. No último ano, eles realizaram pela primeira vez um leilão de energia eólica. É um projeto pequeno, de 27 megawatts de geração, mas é o primeiro em aumento de capacidade de energia em muitos anos.
Fonte: http://economia.ig.com.br/empresas/o+brasil+e+a+nova+china+em+energia+eolica/n1237994330267.html
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