Posts Tagged ‘Dignidade’
Em poucas horas, abrirá seus olhos para que o vislumbremos e passemos a conviver com ele.
Como sempre, renovam-se as expectativas. Cresce a esperança.
Vibram os corações desejosos de que se irradie o mundo com paz, alegria, saúde, fraternidade e respeito mútuo.
Há que se comprometer, cada um, com a capacidade de dialogar, com a simplicidade, com a dignidade.
Não viveremos um mundo de sonhos, obviamente. Mas, sem nosso empenho e sem esperança, ele será um espaço triste.
Cumpre-nos a tarefa de distribuir a alegria e a felicidade. Cumpre-nos a tarefa de ser justos e compromissados com os direitos humanos. Com o apoio aos mais simples. Com o perdão.
Que 2013 seja a oportunidade de sermos o melhor que podemos ser.
Feliz Ano Novo, meus amigos.
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Conheço Paulo Teixeira, há muitos anos, desde 1984. Foi em função da Campanha das Diretas que tive oportunidade de conhecê-lo, junto de outro jovem militante das causas sociais, Simão Pedro Chiovetti, que hoje, enquanto Paulo é deputado federal, exerce seu segundo mandato como deputado estadual. Os dois, Paulo Teixeira e Simão Pedro, eram militantes das pastorais sociais, como eu, quando nos conhecemos no longínquo ano da Campanha das Diretas. Eles estavam realizando, inspirados pela Comissão de Justiça e Paz de São Paulo e a filosofia da não-violência ativa, uma longa peregrinação, de cidade em cidade, de São Paulo a Brasília, para “acumular” apoios e conscientizar as comunidades sobre a necessidade, àquela época, de aprovar a emenda Dante de Oliveira, resgatando as eleições presidenciais diretas, então, encerrando com o regime militar que ainda era vigente.
Pouco depois disso, tive a oportunidade de visitá-los em Itaquera, numa noite em que debatiam em uma reunião na Igreja o destino de algumas creches que o então prefeito Paulo Maluf prejudicava com o corte de orçamento.
Perdemos contato, depois, só vindo a reencontrá-los através de uma amiga comum, a jornalista Renata Leite, então moradora em Ribeirão Preto, por ocasião de uma campanha eleitoral, em que Paulo se apresentava como candidato a deputado estadual, disputa de que saiu vencedor. Simão Pedro, assumiu então a coordenação do gabinete do deputado Paulo Teixeira, de depois se reelegeu novamente.
Foi neste segundo mandato de Paulo, como deputado estadual, que pudemos manter mais contatos, inclusive porque ele nos ajudou, em Ribeirão Preto, na linda campanha de vereador que fizemos no ano 2000, quando meu amigo Beto Cangussu elegeu-se, pela primeira vez, com 4010 votos. Que saudade nos deixou aquela campanha do Beto, em que todos nos unimos fortemente e vencemos a eleição tendo tido a participação de apenas uma pessoa remunerada, Judeti Zilli. O Beto se elegeu como o 13o. mais votado da cidade, um resultado extraordinário.
Mas, voltando ao Paulo Teixeira, como deputado estadual produziu projetos de lei dos mais importantes na área da saúde pública. Depois disso, Paulo trabalhou no executivo, durante a gestão de Marta Suplicy na prefeitura de São Paulo, na área da moradia, não me recordo se como Secretário Municipal ou como presidente da Cohab de São Paulo. Em seguinda, em dobradinha com Simão Pedro, elegeram-se, Paulo deputado federal e Simão, deputado estadual.
Dois excelentes deputados do PT-SP, sempre engajados e aliados dos movimentos populares, próximos das cidades do interior, altamente qualificados também intelectualmente.
Paulo, em função disso, assumiu a liderança do PT no Congresso Nacional, durante o ano de 2011, do mesmo modo que Simão Pedro foi o líder da bancada na Assembléia Legislativa.
Paulo Teixeira, já disse aqui, tem inteligência e perspicácia, além de serenidade e capacidade de negociação, para seguir tornando-se cada vez mais uma liderança política de expressão nacional, como já está acontecendo. Agora, Paulo está coordenando o processo de discussão do Marco Civil da Internet no Congresso Nacional, um tema da mais alta importância.
Tenho grande respeito por sua trajetória, assim como pelo percurso de Simão Pedro. São figuras políticas cujos currículos são inspiração para os que se dedicam à vocação política com dignidade e empenho pela transformação social do país.
Dois ex
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http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/arnaldo-jabor/2012/03/08/MULHER-NAO-E-UM-ENIGMA.htm
Como não poderia deixar de ser, tratando-se da Rede Globo, através da CBN, o teor do pronunciamento é assustador para todos aqueles que lêem criticamente a história e que posicionam-se favoravelmente aos avanços da democracia e dos direitos humanos. Arnaldo Jabor, com extremo requinte, embala sua peça retórica em elevada sutileza, capacidade que lhe é evidente, e conduz o argumento de tal modo que, seguindo sua lógica, fica plantada a semente da rejeição da celebração, no dia 8 de março, do Dia Internacional da Mulher.
Jamais eu havia visto, sequer nos anos do regime militar, alguém que tivesse a coragem e a disfaçatez de voltar-se contra a celebração do dia 8 de março.
Vejam a maestria sedutora dessa peça do conservadorismo social e político que só poderia resultar da esgrimia boçal de Arnaldo Jabor:
Ele começa trazendo para o discurso algo absolutamente inconteste: não existe “a” mulher, como peça de idealização abstrata do idealismo filosófico, claro, afirmação irrefutável. Existem as mulheres, cada uma com sua característica, sua trajetória, sua personalidade e seus ideais.
A essa afirmação inconteste, Jabor acrescenta uma afirmação que não encontra alicerce em nenhum estudo ou pesquisa sobre a construção do discurso acerca das mulheres: que, ao invés de referir-se às mulheres concretas, a referência à mulher “genérica” seria uma construção teórica dos “machos” para acentuar seu papel protetor!!!
Ele é realmente um gênio do marketing: começou atraindo a concordância universal dos ouvintes para nadando sobre ela inserir uma afirmação desprovida de qualquer fundamento e com isso convocar as mulheres à um sentimento subliminar de rejeição dessa suposta ardileza masculina.
Obviamente, ele não explicou quando foi que os homens reuniram-se em assembléia ultrapassando suas imensas divergências para deliberarem sobre essa estratégia de generalização da figura feminina para manter sobre as mulheres seu domínio.
Assim como ele também não explicou como foi que o dia 8 de março começou a ser celebrado, nem sua motivação. Lógico: alguém pago pela Rede Globo, utilizando-se de sua máquina de dissimulação e de difusão do conservadorismo, iria informar que a Celebração do Dia Internacional de Luta das Mulheres nasceu como decisão dos trabalhadores e das trabalhadoras de sindicatos de dezenas de países para homenagear trabalhadoras assassinadas pelos patrões no capitalismo dos Estados Unidos do século XIX?
Lógico que o Jabor não iria dizer que aquelas trabalhadoras entraram em greve dentro das fábricas para combater o regime de alta exploração do trabalho em jornadas fustigantes de 16 horas por dia de trabalho a que eram submetidas elas e seus filhos – as crianças eram usadas debaixo das pesadas máquinas por serem pequenas – no nascente capitalismo industrial americano.
Lógico que o Jabor não iria dizer que aquelas trabalhadoras foram trancadas na fábrica que depois foi incendiada por ordem dos empresários capitalistas para que, além de matar aquelas grevistas, deixar claro o tratamento que o capital daria a quem a ele se opusesse.
Omitindo a luta concreta das trabalhadoras e o sofrimento que suas mortes representou para todos os trabalhadores que desenvolviam sentimentos de solidariedade internacional de classe, Jabor pode dizer que não há o que se celebrar, uma vez que não existem mulheres “genéricas”.
Mas, para quem estuda o tema das relações sociais de produção, dos processos históricos, das conquistas dos movimentos populares e sociais, das lutas dos trabalhadores e das relações de gênero com respeito pelos acontecimentos e honestidade intelectual, não há como não se ofender com a boçalidade desse áudio de Arnaldo Jabor.
8 de março deve ser uma festa de homens e mulheres do mundo inteiro. Uma celebração do brio, da fibra e da dignidade. Do destemor ante a opressão. Não importa o nome que se lhe dêem os empresários e publicitários. É claro que eles vão tentar menosprezar a dimensão da luta anticapitalista da data. Vão acentuar a dimensão psicológica, o papel da mulher no lar, sua autonomia. Vão mostrar o espaço obtido por algumas empresárias ou executivas. Eventualmente, serão obrigados a citar a luta pelo direito ao voto.
Quando uma extraordinária mulher, Dilma Roussef, assume a Presidência da República, sucedendo a um extraordinário presidente operário, Lula, sem título universitário, estragando com a estratégia minimalista das empresas de comunicação reacionárias, serão obrigadas a reconhecer o papel das mulheres na luta contra a democracia, inclusive com o sofrimento da sevícia e da tortura, mas vão tentar fazer parecer que isso se tratou apenas de luta no campo das idéias, pura “ideologia” dos “revolucionários”, como se sua ideologia não se alimentasse dos processos de lutas sociais travadas em todos os campos da realidade do país, na discussão da posse da terra, da propriedade, do trabalho.
Jamais ouvi uma barbaridade tão grave e de tamanho desrespeito pelas trabalhadoras e pelos trabalhadores que constróem a solidariedade e gestam no seu interior todos os direitos democráticos que hoje defendemos e lutamos para implantar.
Abaixo a Globo, abaixo a CBN, abaixo o Arnaldo Jabor!
Viva o dia internacional da mulher, o dia internacional das lutas das mulheres, o dia 8 de março!
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Essa afirmação é de um arcaísmo gritante.
A qualidade da democracia não consiste na vitória da maioria sobre a minoria, mas, muito pelo contrário, no respeito às minorias, que goza de suficientes espaços para articular-se e agir, e no reconhecimento de sua dignidade e direitos.
Um regime político que preserve as minorias será aliado dos direitos humanos e estará aberto à pluralidade, bem como à inovação institucional e à mudança, por permitir a existência de espaços para o florescimento de propostas e projetos alternativos.
Neste regime, o processamento dos conflitos e das demandas não será impedido por tabus culturais ou institucionais, antes estimulado, pela ampliação do diálogo, em organismos que propiciem a concertação social e a instauração de pactos sociais transitórios nas diversas áreas das vivências humanas.
Na democracia, a hegemonia não será exercida como massacre e opressão e o poder será exposto à máxima transparência para que nâo possa agir segundo o corporativismo e o instinto de auto-preservação.
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