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DA REUTERS, EM ROMA
O governo italiano anunciou nesta sexta-feira medidas destinadas a acabar com as isenções tributárias para propriedades comerciais pertencentes à Igreja Católica, o que deve resultar numa arrecadação adicional de até 600 milhões de euros.
O primeiro-ministro italiano, Mario Monti, incluiu essa medida, que afeta também outras organizações não-lucrativas, em um pacote mais amplo de desregulamentação que atualmente tramita no Parlamento da Itália.
A Igreja é dona de muitos hospitais, hotéis e pensões, que gozam de isenção tributária por serem parcialmente ocupados por freiras e padres, ou por terem uma capela. A nova lei elimina essa brecha, que isentava de impostos muitos estabelecimentos predominantemente comerciais.
Em dezembro, Monti pediu aos italianos que fizessem sacrifícios para salvar o país da crise da dívida na zona do euro. Em 48 horas depois da aprovação do pacote, mais de 130 mil pessoas aderiram a uma petição pela Internet exigindo o fim dos privilégios tributários para a Igreja.
O pacote deve ser votado na semana que vem pelo Senado e deverá, depois, seguir para a Câmara.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1053360-italia-vai-cancelar-isencao-tributaria-da-igreja-catolica.shtml
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Nesta semana, uma importante autoridade grega anunciou que o país só detém recursos para evitar o “default” (calote) na rolagem de sua dívida por algumas poucas semanas, o que leva o mercado a prever que o mesmo vá ocorrer já em outubro, no mais tardar em novembro próximo.
O medo do calote nos títulos da dívida grega está ameaçando vários bancos detentores desses títulos ao mesmo tempo em que está forçando a elevação dos custos de novos empréstimos para todos os países da comunidade européia, criando um efeito dominó sobre as dívidas de Portugal, Espanha, Irlanda e Itália.
As lideranças da comunidade européia e da zona do Euro não conseguem consensuar nenhuma solução que permita uma firme intervenção em favor da proteção das economias nacionais destes países. O Banco Central Europeu (BCE), por exemplo, está receoso em adquirir o volume necessário de títulos da dívida grega e a Alemanha, por sua vez, insiste na tese de que a Grécia precisa acelerar a implantação de “ajustes”, eufemismo para exigir novas restrições orçamentárias, num contexto de retração do PIB superior a 5,5% em apenas um ano e numa conjuntura em que o desemprego já alcança a casa dos 17%.
O mais grave desse cenário é o fato de que o empurrão da Grécia despenhadeiro abaixo é uma tentativa de segmentos do mercado financeiro em livrar-se dos prejuízos que a renegociação dessa dívida poderá significar para os bancos. Ou seja, instala-se um clima do “salve-se quem puder!” e para “salvar-se”, empurram-se as economias dos países mais frágeis ao buraco, com enormes ônus sociais.
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