Posts Tagged ‘Campanha Eleitoral’
São óbvias as razões: São Paulo é a maior cidade do país, em termos populacionais; sua influência, é direta na vida de quase 25 milhões de pessoas que compõe a região metropolitana; todos os grandes grupos econômicos do país, com raríssimas excessões, estão sediados na capital paulista; a cidade reúne a grande maioria dos agentes financeiros atuantes no país; etc.
É por isso que influir em seu resultado é determinante e um anseio de todas as forças políticas que se movem no país, disputando palmo a palmo os centímetros do poder.
Na semana que passou, o grande e eloquente acontecimento político brasileiro foi a aceitação de Luiza Erundina ao convite para participar da campanha municipal como candidata a vice-prefeita, unindo-se, na composição política entre PT e PSB, à Fernando Haddad, como candidato a prefeito.
Luiza Erundina é uma grande mulher e uma militante cuja trajetória orgulha a qualquer pessoa de bem. Essa trajetória política e pessoal constituem seu patrimônio, tanto político quanto material. Mais do que uma militante, Erundina é um símbolo, representa a dignidade e o compromisso do agente político com os setores pobres da sociedade. Na capital paulista, mesmo passados 20 anos do término de sua gestão, a memória de seu posicionamento prossegue viva. Este é um cacife valioso na cidade. É forte a identificação de Erundina com o eleitorado paulista, portanto.
Fernando Haddad, ex-Ministro da Educação do presidente Lula e da presidenta Dilma, traz consigo o reconhecimento de sua extrema capacidade intelectual, mas também o resultado efetivo de sua gestão no Ministério da Educação. Sua força é proveniente, portanto, de uma brilhante síntese entre a capacidade teórica e operacional, em que ganha realce também o fato de que suas realizações sempre tiveram o recorte da promoção da inclusão social e da luta pela igualdade dos cidadãos. Apesar disso, Haddad enfrentará o desafio de jamais ter sido exposto às urnas e ao crivo do eleitor. É verdade que esta variável já foi objeto de uma maior valorização pelos analistas políticos do que hoje, depois da experiência exitosa da candidatura Dilma Roussef, em que se pode observar com clareza que outras determinações de teor muito mais políticos tinham maior influência da decisão do eleitor, o que revelou o crescimento da interpretação política do eleitorado brasileiro.
Como eu disse pouco antes, a união entre Fernando Haddad e Luíza Erundina, portanto, é facilmente compreendida em sua importância. Se pesa contra Haddad jamais ter sido candidato antes, a companhia de Erundina em sua chapa amortizará por completo esse problema. Neste cenário, consolida-se um campo progressista com grande força e muita energia para agregar o eleitorado paulista, fato que amedronta sobremaneira o bloco conservador encastelado tanto no governo estadual quanto municipal de São Paulo, que já declarou, muitos meses atrás, andar unido, novamente, pela candidatura de José Serra, em que pesem as dificuldades em sustentar Serra como candidato.
A mídia conservadora, por sua vez, não poderia deixar de tentar intervir na disputa, mesmo que ao custo de fabricação de embustes, como já viciou-se a agir nos anos recentes.
Neste caso, o falso problema que a mídia conservadora quer impor para a discussão é o da suposta adesão de Paulo Maluf à chapa Fernando Haddad e Erundina, que neste jogo baixo do diz-que-me-diz e da boataria política seria o desmentido da utopia de uma chapa política de alto comprometimento ideológico transformador. Ou seja, a aliança Haddad-Erundina, que teria por objetivo reativar o sonho do “velho PT” altamente militante, fortemente engajado nas lutas sociais e de nítidos posicionamentos de transformação social seria apenas uma ficção construída para enganar o eleitor paulista e ganhar dele a simpatia eleitoral.
O que a mídia quer que o eleitor paulista pense resume-se do seguinte modo: “se o “renascimento” do sonho do “velho PT” fosse verdadeiro, então seria de se esperar a rejeição de Paulo Maluf, inimigo declarado do PT desde sempre”.
Com isso, ela pretende inocular na veia do eleitorado paulista o vírus com qual pretende produzir a vacina contra o fortalecimento ideológico da disputa eleitoral. E essa estratégia explica-se facilmente: trata-se do velho vício de dizer que o PT e a demais forças de esquerda são absolutamente iguais aos demais partidos que primam pela fisiologia na hora de fazer política. A estratégia visa igualar todas as forças, eliminar as diferenciações, porque na geléia geral que a mídia pretende é mais fácil induzir o eleitor ao erro.
Em campanhas fortemente politizadas e polarizadas, a campanha eleitoral converte-se, ela mesma, em movimento social, gerando inovação cultural e política, de grande influência sobre as posturas seguintes do eleitor inclusive no pós-eleição. Eis o que a mídia teme.
Mas, os fatos em nada asseveram o que a mídia relatou. Como disse acima, o acontecimento da semana foi o ato em que a composição Fernando Haddad e Luíza Erundina se deu. Maluf, obviamente, não esteve presente. Maluf sequer pronunciou-se a respeito. Então, de que cartola a mídia tirou que Maluf entrou na mesma aliança?
Da decisão do PP nacional de compor a aliança em termos de cessão de tempo de Tv para a campanha Haddad – Erundina. Com o tempo de TV do PP, a candidatura de Fernando Haddad superará o tempo de Serra na Tv e vai converter-se numa força política ainda maior.
Maluf não esteve no ato da candidatura Haddad-Erundina, não se posicionou a respeito, não deliberou sozinho pela concessão do tempo de Tv à Haddad, que foi realizada pela instância nacional do PP, que ocupa o Ministério das Cidades do governo desde o governo Lula. Mas, para a imprensa paulista e nacional, o chamado PIG, segundo Paulo Henrique Amorim, nada disso importa.
Essa imprensa conservadora, acuada que está, continua tentando resistir à sua perda de credibilidade, tentando fabricar factóides para impedir a mudança da estrutura sócio-política do país. Esse jogo em torno de Maluf é apenas mais uma armadilha.
Que os eleitores não se deixem enganar.
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Até aqui, o que está se configurando é que se oponha à gestão Kassab com seus padrinhos Serra e Alckmin uma chapa oposicionista liderada pela aliança entre o PT e o PSB, com a candidatura de Fernando Haddad apoiado pelo nome de Luiza Erundina como candidata a vice-prefeita.
Haddad – Erundina é uma chapa extraordinária!
Um sonho para qualquer militante empunhar a bandeira com alegria e destemor: brilhantismo, inteligência, integridade, inovação, tradição, vitalidade e, sobretudo, compromisso com a inclusão social e a igualdade.
Quem não se empolgar com essa chapa é porque não possui nenhuma ideologia e nem compreensão política.
Os dois nomes possuem currículo político em que a ideologia transformadora não se deixou subverter pela vivência da gestão administrativa da máquina pública, no Ministério da Educação no caso de Haddad, e na Prefeitura da própria São Paulo, no caso de Erundina, quando de sua passagem por lá, entre 1989 e 1992.
Com a importância dos cargos que lograram alcançar, tanto Haddad quanto Erundina promoveram transformações significativas que resultaram na melhoria da qualidade de vida de milhões de pessoas e na mudança definitiva dos padrões da sociedade brasileira e de nossa democracia.
A gestão de Erundina na Prefeitura de São Paulo foi marcada pela proximidade com os movimentos sociais, pelos esforços extraordinários de impor à administração pública da maior cidade da América Latina uma agenda política com foco na periferia da cidade e nos problemas sociais dos mais pobres da cidade. O tema do transporte público, do IPTU progressivo, dentre outros, mesmo já passados 20 anos do fim de seu mandato como prefeita ainda suscitam memória e convicção de que algo de radicalmente diferente se estava fazendo naquela cidade.
Já Haddad é o nome do militante que deu impulso, enquanto ministro da educação do presidente Lula, às decisivas políticas de transformação do perfil da educação brasileira, gerando a inclusão de milhões de novos estudantes das camadas pobres às oportunidades que a educação superior pode propiciar. Seus méritos estão expressos nos resultados do ProUni, na criação das novas universidades federais, na expansão das vagas na universidade pública, nos novos campi implantados pelo país, na extraordinária rede de educação tecnológica que em poucos anos foi instalada, etc.
Os dois, Haddad e Erundina, condensam, ao mesmo tempo, experiência administrativa e posicionamento ideológico transformador; sonho e utopia, temperados com experiência e resultados práticos.
Uma chapa de candidatos capitaneados por esse perfil é um verdadeiro deleite para quem entende a política como extensão de seu compromisso ético e de seu amor: é para fazer política com prazer e convicção!
Parabéns PT! Parabéns PSB! Viva Fernando Haddad! Viva Luíza Erundina!
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Segundo pedido do PT, as ligações dizem que Dilma é a favor do aborto e é corrupta; cabe recurso
Piero Locatelli e Daniela Almeida, iG São Paulo | 28/10/2010 20:25
A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Nancy Andrighi pediu a suspensão de telemarketing feito pela empresa Transit do Brasil em favor do candidato à Presidência da República José Serra (PSDB).
Segundo o pedido de suspensão, feito pela coligação da petista Dilma Rousseff (PT), as ligações falavam de “temas relacionados ao aborto e o caso Erenice Guerra, informando que a candidata Dilma Rousseff é a favor de que mulheres façam aborto, que é corrupta e chefe de quadrilha”.
A legislação eleitoral não trata de telemarketing e ligações feitas pelos candidatos. Na decisão proferida nesta quinta-feira, a juíza afirma que, mesmo sem legislação sobre o assunto, a “matéria (é) ofensiva e (…) trisca nos limites proibidos pela propaganda eleitoral”. A juíza também pediu o envio de gravações das mensagens veiculadas para o Tribunal. Como a decisão é liminar, cabe recurso no próprio TSE.
No microblog Twitter, os internautas postaram várias mensagens reclamando sobre as ligações. “Hj fui ‘premiada’ c/o telemarketing do mal. Alô, alô, @SoninhaFrancine, pra eleger o Serra precisa esculhambar a Dilma?”, disse a internauta Rita Machado, de São Paulo, em sua página, em referência à coordenadora da campanha online de Serra.
“Boa noite. Recebi hoje duas ligações do telemarketing que fala mal da Dilma, tenho os números… Para quem eu passo???”, questionou Marcelo Camara, do Rio de Janeiro. O internauta de Fortaleza, Ceará, George Baracho afirmou que vai mudar seu voto nas urnas, depois de ter atendido o contato. “Recebi uma ligação de telemarketing falando mal da Dilma. Antes votava nulo, agora é Dilma 13.”
Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/ministra+do+tse+suspende+telemarketing+de+jose+serra+contra+dilma/n1237814250351.html
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No tocante às políticas públicas, Dilma mostrou saber descer ao nível das minúcias no debate dos problemas, enquanto Serra mantinha-se sempre na superficialidade, revelando um despreparo inaceitável nessa fase da campanha.
Dutra: Dilma agressiva desmascara “campanha subterrânea”
Comando da campanha da candidata Dilma Rousseff (PT) disse que postura da petista em debate deixou Serra “nas cordas”
Ricardo Galhardo, iG São Paulo | 10/10/2010 23:52
O comando da campanha da candidata Dilma Rousseff (PT) disse que a estratégia agressiva adotada no debate da Band é uma forma de desmascarar a “campanha subterrânea” feita pelo tucano José Serra com base em e-mails mentirosos.
“O Serra tem duas campanhas, uma na TV e outra nos subterrâneos. Hoje começou outra vez aquela história da ditadura. Tem cartazes colados em todos os postes de Porto Alegre”, disse o presidente do PT, José Eduardo Dutra.
Para os petistas, Dilma cumpriu à regra a estratégia de inverter o ritmo da campanha e deixar Serra na defensiva. “Ele está nas cordas”, disse o líder do governo na Câmara, o deputado Candido Vaccarezza (PT-SP).
Petistas ironizam citações de Serra
Enquanto Monica Serra tentava, constrangida, se desvencilhar das perguntas por ter dito que Dilma vai “matar criancinhas”, e equipe da petista se divertia com os ataques de Serra.
Sentados do lado de dentro do palco ao lado do publicitário João Santana, o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci e o Dutra disputavam quem era mais vezes citado por Serra. Primeiro foi Dutra, que segundo Serra elogiou a regulamentação da Petrobras de Fernando Henrique Cardoso. Depois Palocci, que teria elogiado a política econômica.
Dutra foi citado uma segunda vez por Serra e brincou com o ex-ministro: “dois a um”. Quando Serra disse que a prefeitura de Ribeirão Preto (administrada por Palocci) privatizou o serviço de tratamento de esgoto, o ex-ministro comemorou. “Mais uma!”.
No intervalo, o ministro das Relações Internacionais, Alexandre Padilha, provocou a dupla. “Palocci, você não vai pedir direito de resposta?”. Palocci respondeu: “vamos, eu e o Dutra. Agora só falta o Serra citar o João Santana”.
O governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, ex-ministro da Justiça, também ameaçou pedir direito de resposta quando Serra criticou o Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania).
Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/dutra+dilma+agressiva+desmascara+campanha+subterranea/n1237796424292.html
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