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Não ao impeachment e às manifestações e panelaços golpistas!

14 de março de 2015 / Edmar Roberto Prandini /

O cenário político e econômico brasileiro neste início de 2015 apresenta um momento de agudização da tensão social.

Amanhã, 15 de março, a partir de convocações pela internet e facebook, espera-se que aconteçam manifestações em vários pontos do país pedindo o impeachment da Presidenta Dilma Rousseff, do PT.

A motivação para a pressão sobre o Congresso Nacional pela abertura do processo político contra a Presidenta seria justificada em função da corrupção investigada na Operação Lava Jato da Polícia Federal que identificou cobrança de ágios e propinas para que empresas fossem contratadas pela Petrobrás para fornecimento de equipamentos e serviços.

A Operação Lava Jato vem se desenrolando há varios meses e já tem um grupo de pessoas presas por determinação judicial após abertura de processos e inquéritos, além de ter gerado o encaminhamento pela Justiça Federal do Paraná do pedido de investigação de um significativo grupo de políticos, cuja aprovação só poderia ser feita pelo STF, conforme a Constituição, o que de fato aconteceu: o STF autorizou a investigação dos deputados e senadores acusados mediante delações premiadas realizadas no Paraná.

Em algumas destas delações premiadas o nome de Dilma Rousseff foi citado, sempre com a hipótese de que ela seria conhecedora das promiscuidades corruptoras em andamento na Petrobrás. Mas, nenhum dos delatores afirmou ter mantido contato direto com Dilma e nem apresentou qualquer prova nem de que ela influenciasse no comportamento dos funcionários da Petrobrás envolvidos no escândalo e nem de que qualquer informação tivesse efetivamente chegado ao seu conhecimento. Assim, eles suspeitam de que Dilma tivesse conhecimento.

Examinadas as delações premiadas, a Procuradoria Geral da República rejeitou pedir investigações sobre Dilma Rousseff, que assim não teve seu nome incluído na lista encaminhada pelo procurador Roberto Janot ao STF.

Mas, para os golpistas isto não importa.

Desde o final das eleições de 2014, vencida por Dilma, a oposição ou os grupos a ela ligados vem mantendo pressão para desgastar o governo e abrir o processo de cassação da Presidenta eleita.

Não importa que não haja fato que justifique a abertura do processo. A motivação é ideológica e política.

Se a tributação brasileira fosse exagerada, então caberia retirar a Presidenta do governo por excesso de tributação. Se ela baixou a tributação mediante desonerações tributárias, então cabe retirar a Presidenta do governo por promover desonerações que retiraram o superávit das contas do governo.

Se o dólar estivesse com preço desafado prejudicando a indústria e as exportações, então caberia retirar a Presidenta do governo por causa do câmbio defasado. Se o dólar aumenta de preços, então cabe retirar a Presidenta por causa da oscilação do dólar que vai provocar aumento dos preços.

Se, se e se.

Em qualquer hipótese, para os opositores brasileiros, é tempo de interromper o ciclo de transformações iniciado em 2003 com a vitória de Lula. Que Dilma vem mantendo.

Não se pode mais permitir que o emprego mantenha-se em patamares elevados provocando melhorias dos níveis salariais da população.

Que o Bolsa Família, o Mais Médicos, o Pronatec, estejam melhorando a renda, a saúde e a qualificação profissional da população mais pobre.

Que o governo prossiga subsidiando a construção de casa própria para milhões de famílias no programa Minha Casa Minha Vida.

Que o pressal continue expandindo sua produção, que já alcança a casa dos 800 mil barris diários de petróleo e gás sob o regime de partilha da produção, conforme a mudança constitucional conseguida por Lula, quando da descoberta dessas gigantescas jazidas escondidas sob o oceano.

Que o programa de logística, com a melhoria das rodovias, expansão das ferrovias, melhoria dos portos e aeroportos, comecem a produzir efeitos, tornando o Brasil mais integrado e mais competitivo em termos econômicos.

Que o crédito continue se expandindo em relação ao PIB.

Para a lógica da oposição nada disso interessa. A única coisa que os opositores golpistas analisam é que um grupo de larápios, que negociam dedurar seus comparsas via delação premiada, afirmam que a Presidenta sabia, mas como já apontei, não apresentam confirmação disso.

Mesmo sem confirmação, seu depoimentos, apesar de serem ladrões (corruptores e corrompidos), isso sim vale. As transformações que todos os brasileiros constatam no dia a dia, isso não tem importância.

Dilma não estava na lista de Janot. Nem do HSBC. Nem de Furnas. Nem em qualquer outra dessas listas que andam circulando por aí. Os opositores tem seus nomes nas listas do HSBC (veja a ex-esposa de Roberto Marinho, da Globo, dentre outros jornalistas), na de Furnas (Aécio), etc.

Também não tenho meu nome nestas listas. Mas, meu nome iria para a lista de apoio ao governo e a Dilma.

Não ao impeachment!

Em que lista você está? de Janot, do HSBC, dos panelaços e manifestações golpistas?

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