Publicações Recentes

Governo anuncia estímulo à economia pela ampliação do crédito

1 de fevereiro de 2016 / Edmar Roberto Prandini /

O Governo Federal anunciou um pacote de crédito de R$ 83 bilhões a ser implementado no decorrer deste ano de 2016 para ser um dos fatores de estímulo à retomada da atividade econômica, na semana que passou, na quinta feira, dia 28 de janeiro.

A medida mais inovadora é aquela orientada para o aumento da segurança nos créditos consignados dirigidos aos trabalhadores da iniciativa privada, com lastro na utilização de 10% do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e dos 40% das multas rescisórias em caso de demissão sem justa causa.

Desde o início da utilização dos créditos consignados na economia brasileira, em 2003, quando o instrumento foi criado por medida provisória do Governo Lula, verificou-se uma concentração da quantidade de operações de financiamento nos servidores públicos, empregados das empresas estatais e nos aposentados.

A razão dos bancos é evidente: tais segmentos possuem remuneração estável e crescente ao longo do tempo, praticamente eliminando quaisquer riscos para os agentes financeiros.

No caso dos trabalhadores da iniciativa privada, ainda que tenha havido um ciclo relativamente prolongado de crescimento das taxas de ocupação, especialmente entre 2006 e 2013, quando o desemprego esteve próximo de 5%, a rotatividade dos trabalhadores era uma variável redutora na análise de risco dos bancos com consequência para menores níveis de concessão de crédito consignado quando comparados com a disponibilidade da oferta para os funcionários públicos ou aposentados.

O que importa verificar no decorrer dos próximos meses é se o aumento do nível de garantia dos saldos de crédito para os bancos será estímulo suficiente para que eles ampliem as concessões num contexto em que persistem tanto alta concentração do mercado bancário quanto as altas tarifas cobradas pelos bancos de seus clientes e, ainda, as altas remunerações pagas pelos títulos públicos com risco nenhum.

Governo lança ações para injetar R$ 83 bilhões na economia e incentivar o crescimento

O governo federal apresentou nesta quinta-feira (28) um conjunto de medidas para aumentar a oferta de empréstimos e financiamentos na economia que totalizam R$ 83 bilhões. As ações foram anunciadas durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) em Brasília.

Os recursos vão reforçar a oferta de crédito para obras de infraestrutura, para o setor imobiliário, para o financiamento de máquinas e equipamentos, para o crédito agrícola, capital de giro para empresas e empréstimos aos trabalhadores. O objetivo é dar fôlego para que pequenas, médias e grandes empresas melhorem o ritmo de negócios e abram vagas de trabalho com carteira assinada, gerando demanda e consumo, fazendo a roda da economia gerar crescimento.

Ao detalhar as medidas, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, disse que a finalidade do governo é ampliar a oferta de empréstimos e financiamentos.

“Nosso desafio é normalizar a oferta de crédito. No ano passado, houve uma queda real (descontada a inflação). Precisamos normalizar o crédito e para isso temos que usar melhor os recursos disponíveis”, disse.

Para reforçar os projetos de infraestrutura, estão sendo destinados R$ 22 bilhões em recursos do Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS). Já a construção civil receberá R$ 10 bilhões, também em recursos do FGTS.

Crédito rural e caixa das empresas

No crédito rural foi acertado que o Banco do Brasil ofertará R$ 10 bilhões para o pré-custeio da safra agrícola. A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, avaliou a medida como bem-vinda, dizendo que o setor tem demanda por recursos.

Para melhorar o caixa dos empresários, o BNDES colocará R$ 5 bilhões para capital de giro para micro, pequenas, médias e grandes empresas.

O banco de fomento também ofertará R$ 4 bilhões de capital de giro específico para empresas exportadores financiarem os embarques dos produtos vendidos no exterior.

Também para melhorar o caixa das empresas, o governo passa a permitir que empresas refinanciem dívidas tomadas com o BNDES em anos anteriores usados na compra de máquinas e equipamentos. Para esse refinanciamento serão destinados R$ 15 bilhões.

Trabalhadores

Para estimular as pessoas a buscarem crédito, num incentivo ao consumo, o governo passa a autorizar que os trabalhadores usem até 10% do saldo que possuem na conta do FGTS e a multa do FGTS nas rescisões sem justa causa como garantia nos empréstimos no crédito consignado (crédito com desconto no salário).

Na avaliação do ministro Barbosa, se 10% dos recursos existentes nas contas do FGTS forem usados pelos trabalhadores nesse tipo de empréstimo, isso representará R$ 17 bilhões. Para entrar em vigor, essa última medida terá que ser aprovada no Congresso.

Fonte: http://blog.planalto.gov.br/governo-lanca-acoes-para-injetar-r-83-bilhboes-na-economia-e-incentivar-o-crescimento/