Obviamente, este desafio tem como consequência também a instalação de novas estruturas e instituições que vão reforçando a tessitura dos laços comuns que vão sendo firmados, e este é um esforço gradativo, carente de criatividade para adequar tais instrumentos às efetivas necessidades da relações que se vão fortalecendo entre os Estados-Parte.
Assim foi com o Focem, a Unila, o Instituto Social do Mercosul, o Parlasul, dentre outros, e também é com o FAF Mercosul – Fundo de Agricultura Familiar do Mercosul, que foi aprovado há pouco tempo nas reuniões das Cúpulas do Mercosul e que agora está em fase de aprovação pelos parlamentos de cada um dos países.
Apesar dessa compreensão, ressalto que o FAF Mercosul começa com uma destinação muito pequena de recursos, apenas equivalentes a US$ 360.000,00. Esse valor é absurdamente pequeno, o que significa dizer que o FAF Mercosul tem muito mais o aspecto de uma iniciativa simbólica do que um efetivo compromisso dos países em se comprometer com a agricultura familiar integrada na comunidade do Mercosul.
Sinal preocupante.
Câmara aprova Fundo de Agricultura Familiar do Mercosul
Projeto será enviado para análise do SenadoA Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta, dia 15, o projeto de decreto legislativo (PDC) 2841/10, que regulamenta o Fundo de Agricultura Familiar do Mercosul (FAF Mercosul). O fundo foi criado em 2008 para financiar programas e projetos de estímulo a pequenos agricultores nos países membros. O projeto será enviado para análise do Senado.
O regulamento estabelece que os países integrantes do Mercosul deverão contribuir anualmente com US$ 360 mil ao fundo. Esse valor será pago de duas formas: uma contribuição fixa de US$ 15 mil de cada país membro e uma proporcional de acordo com a condição econômica de cada país. O Brasil pagará 70% dos R$ 300 mil restantes; a Argentina, 27%; o Uruguai, 2%; e o Paraguai, 1%.
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