Em 2011, no segundo semestre, aconteceu em Cuiabá um curso de formação de consultores coordenadora pela Silvana Monteiro, em que tive a oportunidade e a felicidade de participar.

Silvana Monteiro, depois daquele curso, já voltou a Cuiabá, agora, em 2012, para ministrar seu curso também para o pessoal que integra a equipe do Sebrae no Mato Grosso. Dentre os resultados positivos do seu trabalho, além do conhecimento repassado aos participantes de seus cursos, Silvana procura estimular que as pessoas criem vínculos, desenvolvam parcerias, quem sabe, envolvam-se juntos em novos empreendimentos.

No nosso caso, tivemos a felicidade, os participantes do curso de 2011, de perceber a possibilidade de criação de uma pequena rede de troca de saberes e experiências. Em consequência disso, conseguimos realizar ontem, dia 8 de março de 2012, um encontro em que me coube a tarefa de motivar uma reflexão acerca da filosofia e o mundo corporativo, um tema que no decorrer dos anos tive a oportunidade de explorar, em função de lecionar filosofia em cursos de administração e contabilidade.

Tive como preocupação ajudar a contextualizar, para o grupo, o cenário de origem da filosofia, no mundo grego, e as rupturas culturais que se fizeram necessárias para que a filosofia consolidasse seu espaço de influência sobre a sociedade grega.

Como segundo ponto de minha exposição, desenvolvi um painel de síntese histórica de alguns dos principais temas da filosofia, dentre os quais a metafísica, a teoria do conhecimento e a filosofia da ciência e a ética. Obviamente, tratou-se de uma abordagem resumida, mas que permitiu fazer referência a alguns dos principais pensadores nestas áreas no decorrer da história.

Na etapa final de nosso diálogo, apontei algumas das consequências imediatas do processo de desalienação que a filosofia propicia realizar, cuja incidência sobre o mundo corporativo evidencia-se com cada vez mais clareza, num movimento em que as empresas e organizações são estimuladas a valorizarem menos a importância da livre iniciativa e mais os temas pertinentes às formas de responsabilização sócio-ambiental das empresas. Nesta mesma perspectiva, citei a relevância dos modelos de negócios baseados no conceito de compartilhamento e daqueles que tem se constituído em verdadeiros negócios sociais.

Ao final da discussão, fiquei com a nítida impressão de que este pode ser um roteiro para a elaboração de um livro que venha contribuir com a disseminação da reflexão sobre a filosofia e o mundo corporativo no Brasil. Eis um projeto interessante para se abraçar.

Na foto abaixo, o registro do grupo que pode participar deste debate.

Grupo de Consultores e Consultoras do Mato Grosso

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