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Economia brasileira retoma ritmo de aceleração do crescimento

8 de setembro de 2014 / Unipress /

Já que a temática da economia está predominando nos debates eleitorais, é importante fornecer às pessoas elementos para a análise tanto estrutural dos principais fatores econômicos do país, que se mostram bastante saudáveis, quanto daqueles elementos relativos à conjuntura momentânea, que tem sido bastante usada para o combate ao governo federal.

O que importa considerar é que economia não é só inflação, ao contrário do que querem fazer crer os que se apegam a uma visão estritamente monetária e, pior, monetarista, dela. Economia é emprego, renda, produção.

Mesmo numa análise reducionista, como a afixada em observar apenas a inflação, os dados demonstram que há uma estabilidade das taxas, no teto da meta fixada para as tais “bandas de oscilação”, sim, mas mantendo-se sempre neste patamar, ao longo de vários anos seguidos.

Numa avaliação mais ampla, observa-se, porém, que, no decorrer do primeiro semestre, o emprego perdeu velocidade de crescimento, mas atente-se: não decresceu, pelo contrário, continuou crescendo.

É verdade que o setor industrial sofreu perdas nas taxas de emprego, mas a expansão em outros setores fizeram com que o saldo ainda continue positivo, num ciclo de expansão que parece interminável, dada a sua longevidade, uma vez que dura vários anos seguidos, uma verdadeira proeza, num contexto internacional em que mais de 60 milhões de vagas de empregos foram fechadas no mundo todo.

Todos sabemos que o segundo semestre é sempre mais dinâmico que o primeiro no Brasil. E os primeiros dados já disponíveis sobre o movimento da economia desde julho demonstram que o ritmo de aceleração já se reiniciou.

Abaixo, matéria do Estadão, publicada pelo site Yahoo, revela que um dos mais sensíveis dentre os indicadores econômicos, dos “indicadores antecedentes da OCDE”, que demonstra a utilização dos insumos iniciais necessários para o desenvolvimento dos ciclos de produção nos diversos setores, já aponta uma expansão mais acelerada no Brasil do que no restante dos países, superando mesmo a China e a Índia.

Atenção para o seguinte: em termos mundiais, persiste um resultado de “estabilidade”, ou seja, de crescimento próximo a zero, no índice. Nos países desenvolvidos, o indicador tem resultado negativo enquanto nos países em desenvolvimento ele é positivo. Só que onde o crescimento é maior é no Brasil.

Economia no Brasil está em ritmo de alta, avalia a OCDE

Estadão

O crescimento econômico deverá seguir modesto na maioria das economias desenvolvidas nos próximos meses, de acordo com o índice de indicadores antecedentes da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Para alguns mercados emergentes, como Brasil e Índia, porém, a projeção é de uma aceleração. O índice de indicadores antecedentes dos 34 países-membros da OCDE permaneceu inalterado em 100,5 em julho, apontando “ritmo de crescimento estável”.

O dado da Alemanha, que caiu de 100,2 em junho para 100,0, aponta para uma desaceleração econômica. Também houve uma piora no indicador do Reino Unido, que diminuiu de 101,0 para 100,8, em um sinal de “crescimento perdendo ritmo”. No Japão o índice recuou de 100,1 para 99,9 e nos EUA o dado permaneceu estável em 100,6.

Já entre os países emergentes os cálculos da OCDE apontam uma melhora nos próximos meses. O índice de indicadores antecedentes do Brasil subiu de 99,1 em junho para 99,4 em julho, sinalizando “mudança positiva inicial no ritmo”, enquanto na Índia o indicador avançou de 98,9 para 99,0, o que, segundo a OCDE, sugere que o “crescimento está ganhando ritmo”. O índice da China aumentou de 99,0 para 99,1.

Os indicadores antecedentes da OCDE são destinados a fornecer sinais prévios de pontos de viragem entre expansão e desaceleração da atividade econômica e são baseados em uma variedade de séries de dados que têm histórico de sinalizar mudanças na economia.

Fonte: https://br.financas.yahoo.com/noticias/economia-brasil-est%C3%A1-ritmo-alta-114400561.html