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Da guerrilha semiótica e da verdade

16 de março de 2016 / Edmar Roberto Prandini /

A guerrilha da semiótica em que o país está encerrado é a estratégia dos derrotados para frear o inequívoco fato que não há como contestar que é a constituição juridicamente legítima e formal do governo atual.

A profusão dos ataques midiáticos em verdade revelam a extensão da agonia derivada do fato de que o areópago dos defensores da velha ordem patrimonialista e elitista foi rompida pela força eleitoral que assumiu a condução das instâncias do poder executivo federal já há quatro ciclos eleitorais, ainda que mediante coalizão eleitoral e sem hegemonia sobre o parlamento.

Expelir o acesso legítimo daqueles eleitos por força de sua inserção partícipe dos movimentos de transformação que escolhidos pela população instauraram um ciclo de mudanças sociais, que, inclusive, propiciou aos aparatos de controle interno e externo condições operacionais e institucionais para o combate à corrupção de modo que a jamais a sociedade brasileira vivenciou seria o anseio desses setores da velha ordem senhorial travestidos por suas roupagens sempre falsamente rejuvenescidas para aparentar modernidade e inovação.

A verdadeira inovação, querem deter, entretanto. Por isso querem colar simbolicamente seus próprios atributos de velharia ao jovem movimento disposto a promover transições nesta sociedade de hierarquizações e informalidades caducas e apodrecidas. E querem roubar dos novos movimentos o seu espaço de atuação e sua feição: querem estar efusivamente ocupando os espaços públicos, as praças e as ruas, em tom radiante e efusivo, como se não fosse o mofo a natureza de sua alma e o anseio de seus projetos políticos.

É possível que o ciclo eleitoral inovador sofra interrupção. Historicamente nenhum ciclo possui o condão da perenidade. Entretanto, sua natureza inovadora e seus resultados objetivos já alcançados determinaram o estabelecimento de novos patamares sociais e de novos padrões de qualidade para a formulação das políticas públicas e para a interação entre o Estado e a sociedade. Eis o que os velhos pretendem impedir, como aliás, tentaram fazê-lo desde 2003. Investindo contra todas as políticas sociais que com maior ou menor sucesso se vieram implantando no decorrer deste ciclo.

São vitórias definitivas, que a velha ordem senhorial não poderá reverter, porque apesar de relutar, ela sim é que está não apenas teleologicamente destinada mas efetivamente caminhando para seu féretro.

Eis a razão de sua gritaria e repulsa. A física é inexorável. Para minimizar sua dor, segue o convite: mudem o discurso, os novos estamos abertos a acolhê-los. Ainda que este convite pareça ironia, não é. Não fazemos guerrilha semiótica. Dizemos o que sentimos.