Não sei se é do conhecimento comum, mas há lá uma oficina de uma empresa privada, onde trabalham algumas detentas, que ganham um pequeno valor monetário, em uma poupança que lhes pertence, e um dia de remissão de pena para cada três dias de trabalho.
Não é simples para a empresa administrar o trabalho das presas. De um lado, elas possuem, em geral, baixa escolaridade, o que impõe que o trabalho necessariamente seja mais demandante de pouco uso de tecnologia, o que lhe reduz a rentabilidade. De outro lado, porque se trata de uma microempresa, que é obrigada a prospectar clientes e oportunidades no mercado o tempo todo, sem qual, não tem porque manter o trabalho das presas.
Concordo, em tese, com o que defendem aproveitar a mão-de-obra dos encarcerados, mas é evidente que em certos ramos da criminalidade, a rentabilidade ainda permanecerá muitas vezes mais atrativa do que nos trabalhos que eles podem realizar.
Penso que não podemos desistir de buscar alternativas, mas não podemos idealizar o poder que algumas das alternativas que defendemos.
É preciso mesclar novas idéias mas considerar que modelos mais antigos não podem ser desprezados também. Chamo a isso de cuidado. Evitar a precipitação. Temo que certas posturas em relação à população encarcerada tenha por motivação uma espécie de rejeição.
Talvez seja minha fé, em Cristo, que jamais repeliu aos presos, que me leve a posicionar-me em defesa deles, mesmo ciente dos erros que cometeram.
Mas, sou movido pelo pressuposto do perdão.
Leia também:
Gostou deste Artigo?
Inscreva-se para acompanhar o nosso RSS feed!




