Archive for the ‘Esportes’ Category
Todos os comentários relembram suas passagens memoráveis pelo Botafogo de Ribeirão Preto, pelo Corinthians e pela Seleção Brasileira. Com efeito, sob sua liderança o Botafogo se reergueu na segunda metade dos anos 70, chegado ao vice-campeonato no Primeiro Turno do Paulista em 1977; o Corinthians rompeu com o longo período árido de vitórias, chegando ao título paulista em 1977, depois de 23 anos sem vitórias; e a seleção brasileira, sob o comando técnico de Telê Santana, mas de Sócrates em campo, encantou o mundo no mundialito de 1981 e na Copa da Espanha, em 1982.
Mas as proezas de Sócrates não se limitaram ao campo esportivo. De dentro de campo, ele conseguiu influir sobre a formação ideológica da população, quando criou, no Corinthians, um movimento chamado de Democracia Corinthiana. O país vivia ainda sob o regime militar, a ditadura vigia, e o nascimento no clube com a torcida mais popular do país, de uma “democracia corinthiana”, representou não apenas a contestação da hierarquia interna ao clube e do relacionamento entre os cartolas e os jogadores, mas, mais que isso, uma evidente alavanca de difusão do valor da democracia para a sociedade e o benefício da população.
Essa capacidade de pensar a sociedade esteve presente em toda a vida de Sócrates, que logo filiou-se ao PT, mas que jamais pretendeu explorar a sua fama obtida nos campos para conquistar cargos eletivos, num gesto profundamente educativo também, sobre a autonomia e identidade específica de cada campo de atuação: o campo do esporte distinto do campo da política. Esta consciência amadurecida e respeitosa evitou que ele concorresse em eleições tanto parlamentares (para deputado estadual ou federal, em São Paulo) quanto executivas (para prefeito de Ribeirão Preto, por exemplo).
Sócrates se vai, e apesar de todos os seus méritos, somos obrigados a reconhecer que por um de seus graves limites: foi o alcoolismo que lhe levou a vida. É uma contradição que um médico com tanta capacidade e tantas contribuições às pessoas e à sociedade, inclusive por sua capacidade de formulação teórica e de influenciar as pessoas, se tenha deixado abater por uma doença como o alcoolismo.
Mas, Sócrates não vivenciou o alcoolismo como doença e sim como prazer, como festejo e regozijo. Neste ponto, agiu com irresponsabilidade, mas o que podemos dizer se cada um temos os nossos próprios limites?
Resta-nos agradecer ter vivido ao seu lado e ususfruído das alegrias que ele proporcionou nos gramados, do futebol, e aprendido com sua liderança sobre a democracia corintiana e seus escritos recentes à Carta Maior.
Adeus, Dr. Sócrates!
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A importância desse fato reside na convocação da população para que fique atenta ao andamento das iniciativas de preparação do país para o acontecimento esportivo que se avizinha.
Ao longo dos próximos mil dias, serão realizados significativos investimentos financeiros em melhoria das condições de infra-estrutura das cidades; em expansão de aeroportos; em melhoria das condições de mobilidade urbana; em valorização das oportunidades de desenvolvimento turístico; em melhoria da capacitação profissional de trabalhadores; em valorização da sustentabilidade ambiental.
Tantas iniciativas trarão consigo, ainda, a necessidade de aprimoramento da gestão pública, que precisará aprender e assimilar técnicas e ferramentas de gerenciamento de projetos e de portfólios de projetos, de modo a assegurar o comprometimento dos servidores e demais trabalhadores do setor público com o cumprimento de prazos, o controle de custos e o padrão de qualidade dos projetos, trabalhados sempre de forma integrada.
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Ninguém soube me informar se a bola da Copa 2014 já tem um nome definido, mas até comentaram que ouviram dizer de campanhas pretendendo acolher sugestões já no ano passado.
Bem, senti-me livre então para pensar em algumas alternativas e sugerir aqui. Quem sabe, podemos até criar uma enquete, com votação, se as pessoas acharem interessante a brincadeira.
Minha primeira sugestão é de que a Bola da Copa 2014 seja chamada de Garrincha, em homenagem ao grande craque brasileiro das copas de 1958 e 1962, que era conhecido pelos seus dribles audaciosos e pela sua irreverência, além dele expressar bastante bem o perfil do brasileiro médio, sempre lutando com a vida para realizar os sonhos de cada dia e poder prosseguir amanhã.
Além do futebol maravilhoso e campeão, Garrincha também não enriqueceu, nem viveu o futebol como “business”, em nada se parecendo com esses jogadores deslumbrados que povoam nossos shows futebolísticos de hoje. Jogava pelo puro talento, pela leveza da brincadeira, pela alma alegre e esperta que possuía.
O que vocês acham de chamar a Bola da Copa 2014 de Garrincha?
Criei uma espécie de hotsite sobre a Copa, no seguinte endereço do site: http://www.unipress.blog.br/bola-da-copa-2014/
Lá teremos a possibilidade de enquetes, questionários, avaliações dos jogos, da seleção brasileira, dos preparativos das cidades sede, etc… Aceito sugestões!
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