Menina de pés no chão.

Na mata caminha sem direção.
Entre feixes de luz o quintal da irmã.
Que brilha das aves com o canto das manhãs.

A brincar os bichos imitar adivinha imitando.
Em sorrisos francos o Amazonas amando.
E as distância do chão esquadrinhando.
Em muitos rios se banhando se refrescando.

E sem boneca, sem chupeta, sem manha.
Segue nesta harmonia sadia tamanha.
Livres Awua-guajá nesta façanha.

Encontrar ela aos oito anos o ódio.
Dos ditos “civilizados”, porem sem código.
De morte a ferem e a queima incógnita.

Kiko Pardini.

awa-guaja

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